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Folha Jundiaiense

Exposição em Jundiaí destaca a potência ancestral de mulheres negras

Um convite à reflexão sobre a força, a ancestralidade e a resistência feminina ecoa por Jundiaí. Em um movimento que celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, uma nova exposição fotográfica promete tocar fundo na identidade e nas vivências de milhares de brasileiras.

A mostra “NaPeleDaNegra: Cercas Vivas” está recebendo visitantes no Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí, com acesso gratuito. As imagens são um tributo visual que ressalta o protagonismo e a resiliência dessas mulheres.

Esta iniciativa singular integra a programação oficial da Prefeitura de Jundiaí, dedicada ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A data, de 25 de julho, é de grande relevância.

A exposição também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, reforçando a importância de reconhecer e valorizar figuras históricas e contemporâneas.

O público tem a oportunidade de visitar a mostra até o dia 7 de agosto. O espaço está aberto de segunda a sexta-feira, em horário comercial, das 8h às 17h.

“NaPeleDaNegra”: As Cores da Identidade em Foco

As fotografias da exposição propõem um olhar sensível sobre as trajetórias e as histórias das mulheres negras. Cada imagem funciona como um portal para diferentes formas de expressão e vivências.

A curadoria da mostra buscou valorizar as identidades e os caminhos percorridos por essas mulheres, muitas vezes invisibilizados. Trata-se de um ato de reconhecimento e celebração.

Um aspecto marcante da exposição é o diálogo estabelecido entre a figura da mulher negra e a natureza. Essa conexão visual enriquece a narrativa de cada fotografia.

O verde, elemento predominante nesse contexto, não é apenas uma cor. Ele representa simbolismos profundos como vida, cura, proteção e a rica ancestralidade africana.

O talento por trás das lentes é de Evandro Feliciano, que desenvolveu as imagens em uma parceria criativa com o Coletivo PretaEu. Juntos, eles construíram uma linguagem poética e potente.

A sensibilidade do trabalho ressalta a força inata, a identidade singular e a capacidade de resistência que marcam a jornada das mulheres negras no Brasil.

Impacto na região

Para os moradores de Jundiaí e cidades vizinhas, a chegada de uma exposição como “NaPeleDaNegra” transcende o mero entretenimento. Ela se estabelece como um polo de debate e conscientização.

A oportunidade de testemunhar de perto narrativas tão relevantes oferece uma janela para a cultura afro-brasileira, enriquecendo o repertório cultural da região. Traz à tona a diversidade que pulsa na própria comunidade.

Ao sediar tal evento, Jundiaí reafirma seu compromisso com a inclusão e a valorização das múltiplas identidades que compõem sua sociedade. É um passo importante na promoção do respeito e da igualdade.

O Fundo Social, ao abrir suas portas, oferece um espaço seguro para que questões importantes sejam discutidas. Isso impulsiona a reflexão e a troca de experiências entre os cidadãos.

Diálogo Aberto: O Fundo Social e a Cultura Afro-Brasileira

A diretora do Fundo Social de Solidariedade, Cássia Carpi, destacou o orgulho da instituição em acolher a exposição. Segundo ela, a iniciativa potencializa discussões sobre diversidade e representatividade.

“O Fundo Social tem orgulho de abrir suas portas para uma mostra que inspira, acolhe e fortalece a valorização da diversidade e da cultura afro-brasileira”, afirmou Carpi, reforçando a missão do espaço.

Além do valor artístico inquestionável, a exposição sobre mulheres negras cumpre um papel fundamental: incentiva o reconhecimento de narrativas que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas pela sociedade.

Esta programação cultural também fortalece as ações locais voltadas à igualdade racial. Ela amplia o acesso da população a produções que abordam memória, identidade e pertencimento.

Para aqueles que buscam aprofundar-se em iniciativas internacionais voltadas aos direitos e ao protagonismo feminino, o portal da ONU Mulheres é uma fonte rica de informações.

Raízes Profundas: A Luta Por Trás da Celebração

A data de 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, não surgiu por acaso. Ela é fruto de um longo processo de organização e luta por reconhecimento.

A escolha desse dia remete ao 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em 1992 em Santo Domingo. Naquele momento, as participantes decidiram criar uma rede global para discutir a opressão de gênero e raça.

O movimento visava dar voz e visibilidade às mulheres negras, cujas demandas e desafios eram, e ainda são, específicos. Era preciso um espaço próprio para abordar a dupla discriminação racial e de gênero.

No Brasil, a Lei nº 12.987/2014 instituiu o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, associando a celebração internacional à memória de uma importante líder quilombola.

É essa história de resistência e organização que confere profundidade à exposição em Jundiaí. Ela não é apenas arte, mas um lembrete vivo da contínua jornada por igualdade e justiça.

Detalhes para a Visita

Evento: Exposição “NaPeleDaNegra: Cercas Vivas”
Data: Até 7 de agosto
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Local: Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí
Endereço: Avenida Manoela Lacerda de Vergueiro, s/n, Portão 3, Parque da Uva, Jundiaí
Ingressos: Entrada gratuita

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