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Ex-ministro de Bolsonaro é investigado por fraude no INSS e usará tornozeleira

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José Carlos Oliveira é alvo da Polícia Federal em operação que apura irregularidades em aposentadorias

Ex-ministro de Bolsonaro é investigado por fraude no INSS e usará tornozeleira
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Polícia Federal investiga ex-ministro José Carlos Oliveira por fraudes em aposentadorias do INSS.

Ex-ministro José Carlos Oliveira é alvo da PF por fraude no INSS

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (13), mandados de busca e apreensão contra José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Jair Bolsonaro, que agora é conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira Andrade. Ele é um dos principais alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.

Oliveira foi alvo de buscas autorizadas pela Justiça e foi determinado que ele usará uma tornozeleira eletrônica. Ele está sendo investigado por sua possível participação em fraudes que afetaram milhões de beneficiários entre 2019 e 2024, movimentando cerca de R$ 6,3 bilhões em cobranças não autorizadas, segundo informações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU). Até o momento, a defesa do ex-ministro não se manifestou sobre as acusações.

Operação Sem Desconto e as prisões realizadas

A ação da PF acontece no mesmo dia em que foram presas dez pessoas, incluindo Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS. Stefanutto havia sido demitido em abril, após o escândalo ganhar notoriedade e é investigado por supostamente permitir a continuidade das irregularidades durante sua gestão.

Além de Oliveira e Stefanutto, os deputados Euclydes Petterson (Republicanos-MG) e Edson Araújo (PSB), vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, também são alvos das investigações. A Operação Sem Desconto cumpre 63 mandados de busca em 14 estados e no Distrito Federal, visando desmantelar um esquema que descontava mensalidades de aposentados e pensionistas sem autorização, simulando filiações a associações que não prestavam os serviços anunciados.

A defesa e o depoimento anterior de Oliveira

José Carlos Oliveira já havia prestado depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em setembro. Durante a oitiva, ele alegou que somente tomou conhecimento das irregularidades em 2023, após a primeira fase da operação, quando já não ocupava mais sua posição no ministério. A investigação da PF segue em andamento, apurando crimes como inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção e ocultação de patrimônio.

A situação de Oliveira e os desdobramentos da operação refletem a gravidade das fraudes identificadas e seu impacto sobre os beneficiários do INSS, levantando preocupações sobre a integridade do sistema previdenciário brasileiro.

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