Pesquisar

Eve da Embraer reforça liquidez com caixa robusto para 2026 e 2027

PUBLICIDADE
Publicidade

Com financiamento de R$ 200 milhões, Eve se prepara para testes de eVTOLs e aumento de capital

Eve da Embraer reforça liquidez com caixa robusto para 2026 e 2027
Eduardo Couto, CFO da Eve Air Mobility. Foto: IM Business

Eve da Embraer se prepara para os próximos dois anos com liquidez sólida e novo financiamento com BNDES.

Eve da Embraer se prepara para o futuro com liquidez crescente

Enquanto se aproxima o período de testes intensivos das aeronaves de decolagem e aterrissagem vertical elétrica (eVTOL) da Eve Air Mobility, a subsidiária da Embraer (EMBR3) se fortalece financeiramente. A empresa conta com aproximadamente US$ 550 milhões em caixa e dívidas disponíveis para os anos de 2026 e 2027, o que promete aumentar o interesse em suas ações, tanto no Brasil quanto nos EUA, após um aumento de capital realizado em agosto.

Na última terça-feira (9), a Eve anunciou uma nova linha de financiamento de R$ 200 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Eduardo Couto, CFO da Eve Air Mobility, explica que “é um dinheiro que é desembolsado à medida que o projeto avança. Assinamos e, conforme avançamos, esse dinheiro fica disponível”, destacando que esta linha é pré-operacional e se estende por 15 anos.

Investimentos e estruturação financeira

A Eve já levantou um total de US$ 1 bilhão, sendo que cerca de US$ 700 milhões vieram de ações e pouco menos de US$ 300 milhões de financiamentos, muitos deles de longo prazo, como o mais recente com o BNDES. “A maior parte do recurso vai para o desenvolvimento do nosso eVTOL. É claro que tem a estrutura, mas 80% ou mais vão para o desenvolvimento”, afirma Couto.

Em agosto deste ano, a companhia realizou um aumento de capital de R$ 230 milhões, que resultou em sua dupla listagem, com a emissão de BDRs na B3 (EVEB31). Este movimento, liderado pelo BNDES e pela Embraer, diluiu a participação da fabricante de aeronaves na Eve para cerca de 70%.

Até o momento, a empresa não planeja uma nova emissão e não vê sinais de diluição adicional por parte da Embraer, que investiu US$ 20 milhões. O objetivo da operação de agosto foi proporcionar maior liquidez aos papéis da companhia, que são negociados em Nova York e em são paulo.

Aumento da liquidez no mercado

Couto compartilha que a liquidez total da Eve na bolsa era de menos de US$ 1 milhão por dia, mas atualmente, esse número aumentou para cerca de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões. “Já é um volume interessante para vários fundos de investimento, principalmente internacionais”, ressalta.

Embora a maioria dos BDRs emitidos em 2025 tenha sido adquirida pelo BNDES, com cerca de US$ 75 milhões, os títulos têm movimentado entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões na B3. Couto destaca que a companhia está bem capitalizada e coberta para os anos de 2026 e 2027, sem planos de levantar novos recursos no curto prazo.

Desafios e expectativas futuras

No terceiro trimestre de 2025, o consumo total de caixa da Eve foi de US$ 60,7 milhões, em comparação aos US$ 34 milhões do mesmo período de 2024. Considerando os nove meses até setembro, o consumo total foi de US$ 143 milhões, alinhando-se com a estimativa mais baixa projetada pela empresa para 2025, que é de US$ 200 milhões.

Couto revela que para 2025, o guidance está entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões, mas a expectativa é que a empresa permaneça próxima da parte mais baixa desse intervalo, ou seja, em torno de US$ 200 milhões. A companhia também está se preparando para uma fase de ensaios, onde os investimentos em desenvolvimento continuarão, mas haverá um aumento nos gastos com os testes de voo, possibilitando que os custos superem os deste ano.

Leia mais

Destaques

plugins premium WordPress