A história de Jeisla Chaves com os esportes de combate é bastante única. Se no próximo sábado a peso-mosca (57 kg) baiana fará sua estreia como lutadora profissional no UFC – a principal liga de MMA do mundo -, é porque, no passado, ela desempenhou uma função totalmente diferente, mas que também está inserida nesse meio: a de ring girl. O contato próximo fez com que a brasileira se apaixonasse pelas artes marciais mistas e trocasse de papeis, deixando as placas e caminhadas nos intervalos dos rounds de lado para brilhar como protagonista, no centro dos octógonos.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘A Braba’, como é conhecida, revelou que, de fato, seu primeiro contato com o esporte foi desempenhando a função de ring girl de eventos menores. Prestes a debutar no Ultimate como reforço no quadro de atletas, Jeisla, em tom bem-humorado, abriu as portas para viver uma jornada dupla de lutadora e assistente de ringue na entidade presidida por Dana White.
“Eu comecei (no esporte) como ring girl. Minha história é meio louca. Aí comecei a treinar muay thai e me apaixonei pelo muay thai. Fiz uma luta de muay thai e depois fiz outras lutas, mas continuei trabalhando como ring girl. Aí quando eu migrei para o MMA e decidi que queria isso para a minha vida, larguei carteira assinada de emprego. Essa foi minha trajetória até aqui. Se eles (UFC) quiserem, a gente faz lá e cá (ring girl e lutadora). Vai que precisa? Pagando bem, que mal tem? (risos)”, relembrou Chaves.
Ansiedade pela estreia
Aos 29 anos, Jeisla foi revelada pelo ‘Contender Series’, em setembro de 2025. E desde a batalha travada e vencida contra a argentina Sofia Montenegro, a brasileira admite que foi difícil dosar a ansiedade para, enfim, ter seu primeiro desafio como atleta do Ultimate anunciado. Esse momento chegou. No card preliminar do UFC Vegas 118, neste sábado, ‘A Braba’ mede forças contra a venezuelana Yuneisy Duben – em outro confronto sul-americano feminino.
“Foi uma mistura de querer estrear logo, mas esperar um pouquinho também, sabendo que iria chegar o momento certo. E chegou agora, com uma adversária que a gente também queria que fosse na estreia. Então tudo tem que ser na hora que tem que ser. Foram seis meses de espera e ansiedade (até marcar a luta). Ela foi a primeira adversária que nos foi sugerida, a data também. Tudo conforme o planejado. Melhor impossível. Ganhamos da argentina (no Contender) naquele clássico. E vamos fazer mais um clássico contra a venezuelana. Vai dar tudo certo”, declarou a baiana do município de Poções.
Representando a ‘Gomes Fight Team’, Jeisla Chaves chega ao UFC com grande expectativa, já que se mantém invicta no MMA profissional. Até o momento, o cartel da brasileira é composto por sete vitórias e nenhuma derrota. Dos triunfos, quatro foram conquistados via nocaute. Agora resta saber se, no maior evento do mundo, a recém-chegada irá manter sua soberania na modalidade.