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Queda de doação de leite materno preocupa HU em meio ao agosto dourado

Uma queda preocupante nos estoques de leite materno no Hospital Universitário (HU) de Jundiaí acende um alerta em pleno Agosto Dourado, mês dedicado à amamentação. Dezenas de recém-nascidos prematuros e de baixo peso dependem diariamente desse alimento vital, e o volume disponível está aproximadamente 90 litros abaixo do ideal para atender a demanda.

Essa carência não é apenas um número, mas a face de um desafio que afeta diretamente famílias e bebês em um momento crucial de suas vidas. O HU, há 28 anos, atua como um pilar de apoio, mas a manutenção desse serviço essencial depende da solidariedade de novas doadoras.

O Ouro Líquido que Salva Vidas: A Urgência da Doação

Para muitas mães, o retorno ao trabalho após a licença-maternidade traz consigo a realidade de uma produção de leite que não cessa. Esse era o caso de Karina Maretti Strangueto, 39 anos, que em 2025 se viu com os seios cheios e doloridos, longe da primeira filha.

Com o auxílio de uma bomba, o que parecia um incômodo transformou-se em uma oportunidade valiosa. Karina decidiu doar o leite excedente para o Banco de Leite Humano do HU Jundiaí, um hábito que mantém até hoje, agora com a segunda filha recém-nascida.

“É muito prático porque tiro leite uma vez por dia, congelo, e semanalmente a equipe do HU vem buscar”, explica Karina. “Assim, cuido de mim e ajudo outros bebês que precisam, sabendo que cada gota faz a diferença.”

A história de Karina ressoa com a missão do Banco de Leite, um serviço que há quase três décadas atua de forma integrada à rede de saúde local para apoiar a amamentação e nutrir recém-nascidos prematuros ou com baixo peso.

Em um período em que a conscientização sobre a importância do leite humano é intensificada pelo Agosto Dourado, o HU reforça o apelo. A entrada contínua de novas doadoras é crucial para reverter a redução no volume coletado nos últimos meses e garantir que nenhum bebê fique sem esse recurso insubstituível.

Impacto na região

A diminuição no estoque de leite materno no Hospital Universitário de Jundiaí tem consequências tangíveis para a comunidade. Mães e famílias da região que têm seus filhos internados, especialmente em unidades de terapia intensiva neonatal, dependem diretamente da generosidade de outras mulheres.

Quando o volume coletado cai, o risco de que bebês prematuros ou frágeis não recebam a nutrição ideal aumenta, comprometendo seu desenvolvimento e sua recuperação. Assim, um problema macro se traduz em angústia e incerteza para lares próximos.

Quem Pode Estender Essa Mão de Apoio? Critérios para Doação

O gesto de doar leite humano é mais acessível do que muitos imaginam. Podem ser doadoras mulheres que estejam amamentando, sejam saudáveis e ofereçam exclusivamente leite materno ao próprio bebê, além de possuírem um excedente.

Fumar é um impedimento, mas o uso de medicamentos não necessariamente exclui a doação. A equipe especializada do Banco de Leite avalia cada caso individualmente, consultando as diretrizes do Ministério da Saúde para assegurar a compatibilidade e a segurança do leite.

A quantidade doada também não é um fator limitante. Todo volume, por menor que pareça, é aproveitado. Um único frasco de leite materno, por exemplo, pode beneficiar até dez recém-nascidos, a depender de suas necessidades específicas e do volume coletado.

Essa flexibilidade torna a doação viável para diversas mães, dissipando a ideia de que é preciso ter um grande volume para fazer a diferença. Cada gota é cuidadosamente processada e distribuída para quem mais precisa.

Transforme Excedente em Esperança: Como se Tornar uma Doadora

Tornar-se uma doadora de leite humano é um processo simples e organizado. O primeiro passo é entrar em contato com o Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Jundiaí, utilizando os telefones 0800-017-8155, 4521-7244 ou 4527-5700, ramal 745.

Após o contato inicial, a equipe especializada realiza uma coleta de informações essenciais e agenda uma visita domiciliar. Essa conveniência facilita a participação, pois a logística de retirada é inteiramente assumida pelo hospital.

Durante a visita, são entregues todos os materiais necessários para a coleta e o armazenamento do leite, garantindo que o processo seja higiênico e seguro. Semanalmente, a equipe retorna para buscar as doações congeladas, consolidando uma rede de apoio eficaz.

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