Em toda sua carreira, Rodrigo Garro nunca esteve tão calibrado nas assistências quanto nesta temporada defendendo a camisa do Corinthians.
No último domingo, o argentino deu dois passes para gol na vitória no clássico contra o São Paulo e, de quebra, assumiu a liderança no ranking dos maiores garçons do futebol brasileiro no ano, deixando para trás nomes como Andreas Pereira, do Palmeiras, e Samuel Lino, do Flamengo.
O ranking dos garçons do futebol brasileiro entre os clubes da Série A:
- Rodrigo Garro (Corinthians) – 10 assistências
- Erick (Vitóiria) – 9 assistências
- Andreas Pereira (Palmeiras) – 9 assistências
- Samuel Lino (Flamengo) – 8 assistências
- Josué (Coritiba) – 8 assistências
- Flaco López (Palmeiras) – 6 assistências
- Gustavo Scarpa (Atlético-MG) – 6 assistências
- Alesson (Mirassol) – 5 assistências
- Baralhas (Vitória) – 5 assistências
- Bruno Henrique (Flamengo) – 5 assistências
- Gabigol (Santos) – 5 assistências
- Johan Rojas (Vasco) – 5 assistências
- Lucas Romero (Cruzeiro) – 5 assistências
- Lucho Acosta (Fluminense) – 5 assistências
- Ramón Sosa (Palmeiras) – 5 assistências
- Walter Clar (Chapecoense) – 5 assistências
Até aqui, são dez passes que resultaram em gols do Timão em 27 partidas disputadas pelo argentino – média de 0,37 assistência por jogo no ano. Os números chamam mais a atenção se comparados com o rendimento do próprio argentino em temporadas passadas.
Em 2024, quando o jogador foi eleito um dos melhores meio-campistas no país, Garro registrou 14 assistências em 62 partidas, com média de 0,22 passe para gol por jogo.
Aquela também foi a primeira vez que o argentino alcançou a marca de dez ou mais assistências em sua carreira em uma mesma temporada. Entretanto, para chegar ao décimo passe para gol, Garro precisou de 56 partidas – mais da metade dos jogos necessários em 2026.
A melhora do argentino também tem relação direta com a chegada de Fernando Diniz. Das dez assistências do jogador no ano, sete delas foram sob o comando da nova comissão técnica, sendo quatro com bola rolando e três em jogadas de bola parada.
– O Garro todo mundo sabe que ele teve um problema pessoal lá atrás (acidente na Argentina que resultou na morte de um homem). Ninguém é de ferro, todas essas coisas têm interferência. O jogador, antes de ser jogador, é uma pessoa. Tive uma aproximação muito fácil com o Garro, procurei entender como ele funciona, como é que ele vive, a origem dele, como ele nasceu na Argentina, o que ele gosta de fazer, como gosta de jogar.
– O jogador, quando é tratado de uma maneira mais próxima, a tendência é de que ele fique mais solto e mais feliz. É um cara que tem um talento raro, é uma realidade na Argentina, no Brasil, e no futebol mundial. É um jogador que enxerga muito fácil o jogo, tem uma técnica refinada e um senso de coletividade alto. Estamos acendendo essa chama nele de cada vez mais jogar perto dos companheiros com e sem a bola – discursou Diniz no início do mês de maio, enaltecendo as características do camisa 8 do Timão.