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Desaceleração da economia brasileira é evidenciada por prévia do PIB

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Indicador aponta crescimento moderado e influência da política monetária na atividade econômica

Desaceleração da economia brasileira é evidenciada por prévia do PIB
Cenário econômico do Brasil em desaceleração. Foto: REUTERS/Jorge Silva

Prévia do PIB revela crescimento moderado e impacto da Selic na atividade econômica.

Desaceleração da economia brasileira evidenciada pela prévia do PIB

A prévia do PIB, um indicador que reflete o desempenho econômico do Brasil, mostra uma desaceleração significativa, destacando a influência da política monetária sobre a atividade econômica. Leonardo Costa, do ASA, avalia que o crescimento deve ser moderado, com a perda de impulso em setores relevantes.

Análise do desempenho setorial

A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, observa que a economia voltou a operar em um ritmo mais lento no final do terceiro trimestre, sem consolidar a recuperação que se iniciou anteriormente. De acordo com Rodolfo Margato, economista da XP, o indicador subiu 2% em relação a setembro de 2024, um resultado alinhado às expectativas do mercado, que previa uma alta de 2,1%. No entanto, a maior preocupação reside na análise dos dados trimestrais, onde o IBC-Br registrou uma contração de -0,9% no terceiro trimestre comparado ao segundo.

Impactos da política monetária e do consumo

O recuo da atividade econômica foi impulsionado por quedas nos setores da indústria, que teve uma redução de -0,7%, e serviços, com uma variação negativa de -0,1%. Por outro lado, a agropecuária apresentou um crescimento de 1,5%, após seis meses de quedas, conforme destaca o Goldman Sachs. Rafael Perez, do Suno Research, explica que esse resultado positivo se deve ao início da safra de verão.

A indústria enfrenta desafios devido à política monetária restritiva, que mantém a taxa básica de juros em 15%, encarecendo o crédito e impactando a demanda interna. Além disso, o setor de serviços demonstra uma acomodação no crescimento, indicando uma perda de fôlego do consumo, em parte devido ao elevado endividamento das famílias e ao arrefecimento dos efeitos dos precatórios.

Expectativas e projeções futuras

Segundo Benedito, o quadro atual é compatível com condições financeiras restritivas e uma normalização gradual da demanda após o pico observado no início do ano. O Goldman Sachs projeta que a atividade econômica real deverá continuar a ser sustentada por transferências fiscais para famílias de baixa renda, embora a pressão inflacionária e os altos níveis de endividamento apresentem desafios.

A XP, por sua vez, não vê impacto direto no PIB em decorrência do indicador, prevendo uma leve alta de 0,2% para o PIB total no terceiro trimestre em relação ao anterior, com uma expectativa de crescimento de 1,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2024. A previsão para o PIB total de 2025 permanece em 2,1%, conforme avalia Costa, que acredita que o terceiro trimestre encerrará com uma variação de 0,2% sobre o segundo.

Conclusão

A análise da prévia do PIB sugere que a economia brasileira está em um momento de desaceleração, com setores que antes demonstravam resiliência começando a sentir os efeitos negativos da política monetária e da diminuição da demanda interna. A necessidade de cautela é evidente, e um acompanhamento contínuo dos dados econômicos será crucial para entender a trajetória futura do país.

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