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Derrite propõe mudanças na atuação da PF em relatório sobre crime organizado

Deputado federal altera texto para ampliar o papel da Polícia Federal nas investigações

Derrite propõe mudanças na atuação da PF em relatório sobre crime organizado
Deputado Guilherme Derrite discute novas diretrizes para a PF. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Guilherme Derrite revisa relatório para fortalecer a atuação da Polícia Federal em investigações de organizações criminosas.

Mudanças propostas por Guilherme Derrite no relatório da PF

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que atualmente é secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, fez alterações significativas em seu relatório sobre o PL Antifacção. O objetivo dessas mudanças é ampliar o papel da Polícia Federal (PF) nas investigações relacionadas a organizações criminosas, uma questão que se tornou central nas discussões sobre segurança pública no Brasil.

A nova versão do relatório, acessada pela imprensa nesta segunda-feira (10), foi elaborada após críticas contundentes de membros do governo federal, que consideraram a redação anterior restritiva e prejudicial ao Combate ao Crime Organizado. O texto revisado estabelece que a PF atuará em caráter cooperativo com as polícias estaduais nas investigações que envolvam organizações criminosas, milícias civis e paramilitares, sempre que os fatos mencionados estiverem dentro da competência constitucional ou legal da Polícia Federal.

Reações às mudanças no relatório

A mudança na redação do relatório foi recebida com ceticismo por alguns integrantes do Ministério da Justiça e da própria PF. De acordo com essas fontes, embora as alterações sejam um passo na direção certa, ainda são consideradas insuficientes para garantir a eficácia das investigações contra facções criminosas. Anteriormente, o parecer de Derrite limitava a atuação da PF, permitindo que a polícia federal interviesse apenas mediante um pedido explícito dos governos estaduais, uma condição que poderia atrasar investigações importantes.

Propostas adicionais no relatório

Além de ampliar a atuação da PF, o relatório propõe várias outras mudanças importantes, como a inclusão de um novo artigo na Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, e a criação de um banco nacional de membros de organizações criminosas. Essas medidas visam fortalecer a estrutura legal para o combate ao crime organizado, permitindo um intercâmbio mais eficaz de informações entre as diferentes esferas de segurança pública.

Derrite declarou que as alterações foram feitas após ouvir sugestões de diversos setores, incluindo parlamentares, advogados e membros do Ministério Público. Ele enfatizou a importância de uma abordagem suprapartidária para lidar com questões de segurança pública, destacando que a luta contra o crime organizado deve unir todos os segmentos da sociedade.

Desafios persistentes

Apesar das mudanças propostas, o caminho para uma atuação mais integrada e eficaz da PF ainda enfrenta desafios significativos. A falta de consenso entre os diferentes níveis de governo e a necessidade de recursos adequados para a implementação das novas medidas são questões que ainda precisam ser abordadas. A expectativa é que, com as novas diretrizes, a PF possa atuar de forma mais autônoma e efetiva, contribuindo para o desmantelamento de organizações criminosas que operam no Brasil.

Assim, o relatório revisado de Derrite representa uma tentativa de equilibrar as demandas por maior autonomia da PF com as preocupações legítimas de governadores e autoridades estaduais sobre a segurança pública em seus territórios. O debate sobre o papel da Polícia Federal e sua relação com as polícias estaduais continua, mas as alterações propostas são um indicativo de que mudanças significativas podem estar a caminho.

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