CPMI ouve Igor Dias Delecrode em escândalo de descontos indevidos
A CPMI do INSS ouve Igor Dias Delecrode, ligado a entidade investigada no escândalo de descontos indevidos a aposentadorias.
Depoimento de dirigente é foco na investigação do escândalo do INSS
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) toma, nesta segunda-feira (10), o depoimento de Igor Dias Delecrode, que foi dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). A oitiva está marcada para as 16h e faz parte de um esforço para esclarecer o escândalo que envolve descontos indevidos a aposentadorias e pensões. O depoimento de Igor é crucial, pois a entidade à qual ele está ligado consta entre as investigadas.
A CPMI também busca explicações sobre o vínculo de Igor com outras entidades como Amar Brasil, MasterPrev e ANDAPP. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) destacou, em seu requerimento de convocação, que Igor teria uma “relação umbilical” com as entidades investigadas, tendo integrado a cúpula de pelo menos três delas nos últimos anos. Esses vínculos incluem cargos como secretário-executivo e responsável pelo setor de TI da Amar Brasil, membro do conselho fiscal da MasterPrev e presidente da AASAP.
Além de suas ligações com as entidades, o requerimento menciona que Igor é dono da empresa Soluções Power BI Software Tecnologia e Internet. Essa empresa é descrita como uma das principais fornecedoras de ferramentas eletrônicas que teriam sido utilizadas para fraudar o sistema de biometria facial exigido pelo INSS. Essa conexão levanta questões sobre a atuação de Igor e seu conhecimento sobre os procedimentos fraudulentos das organizações.
Os membros da CPMI, compostos por deputados e senadores, estão ansiosos para entender até que ponto Igor Dias teve conhecimento ou participação nos procedimentos das entidades e qual a relação dele com os dirigentes das organizações envolvidas no escândalo. A investigação busca desmantelar uma rede de corrupção que teria causado prejuízos significativos ao sistema previdenciário brasileiro.
A CPMI do INSS já solicitou a prisão preventiva de 27 pessoas como parte das investigações. A crescente pressão por respostas e accountability no âmbito do INSS reflete a seriedade do escândalo e a necessidade de restauração da confiança pública nas instituições. A expectativa é que o depoimento de Igor Dias traga novas informações que possam esclarecer a complexidade do caso e apontar responsáveis por possíveis irregularidades.