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Defesas de réus negam envolvimento em trama golpista no STF

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Advogados pedem absolvição durante julgamento de acusados de participação em tentativa de golpe

Defesas de réus negam envolvimento em trama golpista no STF
Sessão do STF discute os réus da trama golpista. Foto: STF

Durante o julgamento no STF, defesas de réus da trama golpista pedem absolvição e negam as acusações.

As defesas de quatro dos dez réus do Núcleo 3 da trama golpista concluíram, nesta quarta-feira (12), suas sustentações durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados, unânimes, pediram pela absolvição de seus clientes, alegando a falta de provas concretas. O julgamento será retomado na próxima terça-feira (18), às 09h, com o voto do ministro Alexandre de Moraes e dos demais magistrados da Primeira Turma.

Acusações e defesas apresentadas

Durante a sessão, as defesas apresentaram argumentos para refutar as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Por exemplo, na defesa de Bernardo Romão Corrêa Netto, o advogado negou que seu cliente tenha pressionado o comandante do Exército a aderir ao golpe, afirmando que a PGR apenas apresentou hipóteses sem provas. A defesa de Theophilo Gaspar também contestou as alegações, afirmando que o Comando de Operações Terrestres não administrava os chamados kids pretos e que as provas da PGR eram insuficientes.

Sustentações dos advogados

O advogado de Fabrício de Bastos expressou perplexidade com as alegações finais da PGR, reforçando que não houve produção de provas. Ele enfatizou que a confraternização dos kids pretos não estava relacionada a um golpe, o que foi corroborado por um delator do processo. A defesa de Hélio Ferreira Lima, que se encontra em prisão, argumentou que o plano “op luneta” era um desenho operacional do Exército, parte dos procedimentos da corporação.

Na sequência, a defesa de Márcio Nunes destacou que seu cliente participou apenas de uma reunião, sem qualquer acusação de envolvimento em planos de assassinato de autoridades. Os defensores de Rafael Martins argumentaram que não é possível assegurar a integridade das provas digitais apresentadas.

Repercussões e próximos passos

O procurador-geral, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos os acusados, alegando que a maioria deles deve responder pelos crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A única defesa que foi poupada do pedido de condenação foi a de Ronald Ferreira de Araújo, pois não havia provas suficientes para comprovar seu envolvimento direto na trama.

O julgamento segue em um clima tenso, com as defesas insistindo na insuficiência das provas e nas falhas das acusações. O desfecho deste caso pode ter impactos significativos nas instituições brasileiras e na percepção pública sobre a legitimidade das ações do governo. Com a continuação do julgamento na próxima semana, todos os olhos estão voltados para as deliberações do STF e as decisões que serão tomadas em relação aos réus envolvidos nesta controversa trama golpista.

Contexto da trama golpista

O núcleo 3 da trama golpista é composto por figuras proeminentes, como Bernardo Corrêa Netto, Estevam Theophilo e Fabrício Moreira de Bastos, que, segundo a PGR, tiveram papéis ativos na tentativa de influenciar a alta cúpula militar e promover uma ruptura democrática. As defesas, por outro lado, argumentam que as acusações são infundadas e que seus clientes não participaram de quaisquer ações que comprometem a democracia brasileira.

A expectativa para o veredicto final é alta, e a sociedade civil está atenta aos desdobramentos deste caso, que toca em questões fundamentais sobre a segurança e a estabilidade das instituições democráticas no Brasil.

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