Quatro jogos agitam a Copa do Mundo 2026 nesta quarta-feira (17), com duelos pelos grupos K e L. Portugal, Inglaterra, Colômbia e Croácia iniciam suas campanhas, testando favoritismos em confrontos distribuídos entre Houston, Dallas, Toronto e Cidade do México.
As partidas da fase de grupos definem o caminho das seleções no torneio. Os resultados desta rodada podem mudar cenários e ditar o ritmo para a busca pela classificação à segunda fase.
A primeira bola rola às 14h, com Portugal enfrentando a RD Congo no NRG Stadium, em Houston, pelo Grupo K. Três horas depois, às 17h, Inglaterra e Croácia se encontram no AT&T Stadium, em Dallas, pelo Grupo L.
À noite, às 20h, o BMO Field em Toronto recebe Gana e Panamá, também pelo Grupo L. O encerramento da rodada, já às 23h, terá Uzbequistão e Colômbia no Estádio Azteca, na Cidade do México, completando os duelos do Grupo K.
Grupo K: Favoritismo Português e Ambições Sul-Americanas
O Grupo K reúne seleções de quatro continentes distintos: Portugal, Colômbia, RD Congo e Uzbequistão. A equipe portuguesa, quinta colocada no ranking da FIFA, entra como franco favorita à liderança da chave.
Com um dos elencos mais talentosos da competição, os portugueses exibem um estilo técnico e criativo. A equipe, além de um forte jogo coletivo, aposta em individualidades capazes de decidir partidas, especialmente no ataque.
A pressão sobre Portugal é alta. A torcida e a imprensa esperam não apenas a classificação, mas uma campanha consistente até as fases finais do Mundial.
A Colômbia surge como a principal concorrente de Portugal. O time sul-americano tem experiência e competitividade, pautando seu jogo em intensidade, velocidade e verticalidade. Buscam surpreender e brigar pela ponta do grupo.
As outras duas seleções do grupo, RD Congo e Uzbequistão, chegam com menor tradição. A RD Congo retorna a uma Copa do Mundo após a participação em 1974, enquanto o Uzbequistão faz sua estreia em Mundiais. Para elas, pontuar já seria uma conquista significativa, testando a capacidade de grandes seleções.
Grupo L: O Desafio da Inglaterra e a Resiliência Croata
Apelidado de “grupo da morte” por muitos analistas, o Grupo L promete duelos equilibrados. Inglaterra e Croácia, duas potências europeias, enfrentam a força africana de Gana e a organizada seleção do Panamá.
A atual geração inglesa é considerada uma das melhores da história do país, em especial pelo poderio ofensivo. O desempenho nas eliminatórias da Copa fortalece as expectativas. Se mantiverem o modelo de jogo, os ingleses apresentarão um futebol de pressão alta e muita velocidade, sobretudo pelas pontas.
A Croácia, vice-campeã em 2018, é conhecida por sua resiliência e por crescer em momentos decisivos. Taticamente organizada, a seleção croata possui um meio-campo técnico que dita o ritmo dos jogos, controlando a posse de bola.
O embate entre Inglaterra e Croácia, logo na primeira rodada, é um dos mais esperados da fase de grupos. O vencedor ganha importante vantagem na corrida pela classificação. Um empate pode deixar o grupo ainda mais aberto.
Gana pode se tornar a surpresa da chave. Vista como a terceira força, a equipe africana aposta na intensidade física e na velocidade de seus jogadores para buscar uma vaga na próxima fase. Historicamente, seleções africanas costumam apresentar resistência aos gigantes europeus.
O Panamá, considerado o azarão, adota uma postura mais defensiva. Com uma equipe compacta, sua estratégia foca em anular os adversários e explorar contra-ataques rápidos. Um ponto conquistado contra qualquer um dos favoritos teria peso de vitória para os panamenhos.
Contexto
A Copa do Mundo de 2026, a primeira a ser disputada em três países (Canadá, Estados Unidos e México) e com 48 seleções, redefine a dinâmica do torneio. A fase de grupos ganha importância redobrada, com mais equipes brigando por vagas nas fases eliminatórias. Este formato amplia a representatividade geográfica, permitindo a estreia de seleções como o Uzbequistão e dando a outras, como RD Congo e Panamá, a chance de retornar ao palco global do futebol, testando suas capacidades contra as potências do esporte. O aumento do número de jogos também representa um desafio logístico e de planejamento para as equipes, que precisam se adaptar a diferentes fusos horários e climas em um período curto.