Expectativas em torno da agenda e possíveis impasses no começo das discussões
A COP30 começa com receios sobre divergências nas negociações e agenda a ser aprovada.
A COP30 começa sob clima de apreensão em Belém, no Brasil, diante do receio das delegações de esbarrarem em divergências durante a votação sobre a agenda que será cumprida nas discussões dos próximos dias. Este encontro, que reúne representantes de 194 países e da União Europeia, tem sua continuidade atrelada à aprovação dessa agenda, prevista para ser fechada ainda nesta segunda-feira (10).
Diplomatas e observadores expressam preocupação sobre como a conferência irá começar e se haverá um desfecho positivo ao final. O primeiro passo essencial para o andamento da COP será a aprovação da agenda proposta pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago. Essa proposta precisa da anuência de todas as delegações envolvidas; qualquer discordância pode travar as negociações, o que, segundo especialistas, comprometeria o sucesso do evento.
Historicamente, o receio nas Conferências das Partes (COPs) costuma estar mais ligado ao desfecho das negociações. Contudo, nesta edição, a preocupação se concentra na possibilidade de um impasse logo no primeiro dia, o que poderia prever um resultado insatisfatório. Diplomatas citam a COP15, realizada em Copenhague em 2009, como um exemplo negativo, onde o resultado foi o “Acordo de Copenhague”, que carecia de força legal e não conseguiu estabelecer compromissos sólidos para a redução dos gases de efeito estufa.
Os desafios que o Brasil enfrenta na COP30 também são evidentes nas declarações de especialistas. Um deles argumenta que, se medidas efetivas não forem tomadas, desastres climáticos se tornarão cada vez mais frequentes, colocando em risco não apenas a Amazônia, mas também o futuro ambiental do planeta. Outro especialista ressalta que estamos próximos do ponto de não retorno da Amazônia, enfatizando a urgência de um acordo robusto que possa garantir a proteção desse importante bioma.
A COP30 segue até o dia 21 de novembro, e as expectativas são altas, mas também pautadas por muito receio. A comunidade internacional observa atentamente, na esperança de que as negociações avancem de maneira construtiva e que os líderes mundiais consigam chegar a um consenso que atenda às necessidades climáticas urgentes do nosso tempo.