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Conselho Municipal de Segurança debate ações para conter alta da violência

A batalha silenciosa contra a insegurança alimentar, um desafio que persiste em lares brasileiros, acaba de ganhar um novo capítulo em Paulínia. Na quinta-feira, 17 de setembro, a cidade formalizou a posse dos integrantes do seu renovado Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, conhecido como COMSEA.

Este evento, realizado no Salão Nobre do Paço Municipal, reuniu não apenas os credenciados para as vagas, mas também autoridades locais, entre vereadores e secretários. A mobilização marca a reativação de um mecanismo fundamental na defesa do direito básico à alimentação.

Um Novo Rumo para a Segurança Alimentar na Cidade

O principal propósito do novo Conselho é impulsionar ações contínuas de combate à insegurança alimentar, além de promover a educação nutricional e a produção sustentável de alimentos. Ele serve como um elo vital, articulando o poder público e a sociedade civil.

Sua função consultiva é crucial para propor e apresentar iniciativas inovadoras, focadas diretamente nas causas da miséria e da fome. A busca por parcerias de caráter regional, visando garantir a mobilização dos setores envolvidos e a otimização dos recursos disponíveis, também figura entre suas metas.

A secretária de Assistência Social, Rita Coelho, sublinha a importância do órgão. “O Conselho terá uma função essencial na defesa dos Direitos Humanos à alimentação adequada, realizando um trabalho estruturado e que vai contar com o apoio de uma cadeia de atores envolvidos na causa da proteção social”, afirmou.

Impacto na região

Embora o COMSEA de Paulínia atue localmente, suas ações reverberam em um cenário regional de grandes desafios. A questão da segurança alimentar não é isolada; é uma preocupação latente em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC), da qual Jundiaí faz parte. A criação e o fortalecimento de conselhos como este em cidades vizinhas, incluindo Jundiaí, são passos essenciais para a construção de uma rede de apoio mais robusta.

A experiência de Paulínia pode inspirar outras administrações a intensificar suas políticas de combate à fome e promoção da nutrição. Moradores de Jundiaí e cidades adjacentes se beneficiam indiretamente desses movimentos, pois eles solidificam a compreensão regional de que o acesso a alimentos é um direito fundamental, exigindo soluções coordenadas e inovadoras. É uma batalha compartilhada que demanda esforços contínuos.

Quem Comanda a Luta Contra a Fome Localmente?

A composição do COMSEA é um reflexo da complexidade da questão alimentar, exigindo uma abordagem multifacetada. A lista de membros abrange representantes do poder público, garantindo a integração das políticas municipais, e também da sociedade civil, que traz a perspectiva e a experiência de quem atua diretamente nas comunidades.

Entre os representantes do poder público, foram empossados titulares e suplentes de secretarias estratégicas para a causa. A Secretaria Municipal de Assistência Social, por exemplo, é representada por Janaina Alves da Silveira Hallais e Sarha do Carmo Silva de Assis Souza.

O Fundo Social de Solidariedade de Paulínia também participa ativamente, com Rosana Sousa Terra e Lourdes Guerra Cuchi. Setores vitais como Saúde (Eduardo Henrique Moraes Santo e Luana da Silva Fernandes), Educação (Franciane Góes Borges e Fabiana Souza de Aguiar) e Meio Ambiente (Luiza Eduarda Santana de Souza e Vania Graziela Marinho da Silva) completam o quadro governamental.

Diversidade na Sociedade Civil Mobilizada

O engajamento da sociedade civil é um dos pilares do COMSEA, trazendo para a mesa de discussão uma gama diversificada de visões e experiências. Entidades como a Associação de Cultura, Recuperação e Integração Social de Paulínia Só Vitória – ACRISP, representada por Priscila de Moura Ferreira e Mauricia Baumgartner de Souza Alvarenga, são fundamentais.

Outras associações de destaque incluem o Serviço de Atendimento ao Munícipe de Paulínia – SAM MALUCAS, com Adriana Natalina Lopes de Sá e Mauro César Rodrigues de Sá, e a Associação Varal Solidário Paulínia, com Sueli Aparecida Lourenço Seixas e Andreza de Paula Oliveira Milani. A mobilização se estende a organizações como a AUPACC – Amigos Unidos Por Amor Contra o Câncer, com Elaine Aparecida de Souza e Silva e Shirlei de Sá Ribas.

A Entidade Mulheres que Acreditam – EMA (João Paulo Cândido Bruno e Cleusa Marli Martins Joaquim) e a Igreja Renovo em Cristo (Joseli Aparecida Antero Janguez e Lethicia Stefany Garcia) também integram o conselho. Instituições de pesquisa e ensino, como o IPEP / ASA (Victoria de Lima Ichayo e Jeane Figueiredo Oliveira) e o UNIFACP – Centro Universitário de Paulínia (Naiara Caramuru Pinto e Roberto José Daher), contribuem com conhecimento técnico. O Lions Clube Paulínia (Tânia Maria Lira de Oliveira Jesuíno e Sandra da Silva Rosa Champi) e o Paulínia Racing Bicicross (Wania Cláudia Siqueira e André Luís de Oliveira) demonstram a amplitude da participação comunitária.

O Caminho da Segurança Alimentar no Brasil

A criação ou renovação de Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional em municípios como Paulínia insere-se em um contexto histórico e social mais amplo. A luta pelo direito à alimentação adequada no Brasil tem sido uma pauta crescente desde a redemocratização, culminando na criação do CONSEA nacional em 1993, desativado e reativado em diferentes períodos. Essas instâncias são a base para a formulação de políticas públicas eficazes.

O tema da segurança alimentar ganhou nova urgência com os impactos sociais e econômicos da última década, especialmente após a pandemia de COVID-19. Milhões de brasileiros voltaram a enfrentar a fome ou a insegurança alimentar severa, tornando a atuação de conselhos municipais e estaduais ainda mais vital.

A valorização dessas estruturas consultivas é crucial para que as decisões sobre o que chega à mesa do cidadão não sejam apenas técnicas, mas também pautadas pelas necessidades reais das comunidades. Por isso, a iniciativa de Paulínia não é um fato isolado, mas parte de um movimento nacional de reafirmação de um direito básico, mostrando que a governança local tem papel decisivo na construção de um futuro mais justo e bem alimentado.

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