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Conflito na Avenida Paulista após prisão de Jair Bolsonaro

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Direita e esquerda se mobilizam em protestos opostos na capital paulista

Conflito na Avenida Paulista após prisão de Jair Bolsonaro
Protestos na Avenida Paulista após prisão de Jair Bolsonaro. Foto: Felipe Iruata

Avenida Paulista foi palco de manifestações após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, com grupos de direita e esquerda se mobilizando.

Neste domingo (23), a Avenida Paulista foi palco de intensas manifestações em resposta à prisão de Jair Bolsonaro (PL). O ato, convocado por organizações de esquerda, começou nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em um clima festivo que celebrava a detenção do ex-presidente. Os manifestantes ocuparam a calçada e parte de uma das pistas, uma vez que a avenida estava aberta para carros devido à realização de provas de vestibular da Fuvest.

A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada na manhã de sábado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi motivada por riscos de fuga e pela violação de sua tornozeleira eletrônica. Bolsonaro reconheceu ter tentado remover o dispositivo, o que levou as autoridades a considerar que não havia mais condições de manter sua prisão domiciliar.

Enquanto isso, do outro lado da Avenida Paulista, um grupo de direita, composto por apoiadores de Bolsonaro e membros do partido Novo, organizou um protesto em contrariedade à prisão. Este grupo também trouxe um boneco inflável, desta vez representando o presidente Lula em trajes de presidiário. Embora não tenham apoiado a forma como a detenção ocorreu, os manifestantes de direita enfatizaram que seu ato não era uma consequência direta da prisão de bolsonaro.

Mais adiante, próximo à sede da Federação das Indústrias de São Paulo, outro grupo de bolsonaristas se reuniu para pedir a anistia do ex-presidente e de outros integrantes da direita que foram presos durante os atos de 8 de janeiro. A atmosfera era tensa, com a divisão clara entre os grupos e suas respectivas pautas.

A prisão de Jair Bolsonaro, que não está relacionada à sua condenação pela tentativa de golpe de Estado, gerou discussões acaloradas entre os manifestantes. A decisão de Moraes também fez menção a uma vigília convocada para a mesma noite pelo senador Flávio Bolsonaro, indicando a mobilização contínua de seus apoiadores. Durante a audiência de custódia, realizada por videoconferência, Bolsonaro relatou ter experimentado alucinações, um relato que levanta questionamentos sobre sua saúde mental e o uso de medicamentos.

A condução do ex-presidente foi feita pela polícia federal e ocorreu na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal. O procedimento, que foi acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete de Moraes, incluiu a declaração de Bolsonaro sobre sua intenção de não fugir, um ponto que contrasta com a avaliação das autoridades sobre os riscos envolvidos.

Esses eventos demonstram a polarização extrema da política brasileira, onde a prisão de uma figura tão controversa como Jair Bolsonaro não apenas acirra ânimos, mas também provoca reações de ambos os lados, refletindo um cenário de intensos conflitos sociais e políticos no país. O futuro da política brasileira continua incerto, com as manifestações na Avenida Paulista simbolizando uma nação profundamente dividida.

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