Análise do Itaú BBA sobre os fundamentos que sustentam o otimismo em ações após o rali de 2025

O Itaú BBA apresenta cinco temas que influenciam a Bolsa brasileira após rali significativo em 2025.
Análise do Itaú BBA sobre a Bolsa brasileira
Após um expressivo rali das ações em 2025, culminando em uma valorização de 44% em dólar, a Bolsa brasileira continua a apresentar fundamentos que justificam uma posição overweight, segundo o Itaú BBA. O banco, que registrou um ganho de 59,6% em dólar neste ano, acredita que as condições para o mercado permanecem favoráveis, destacando cinco temas centrais que estão em discussão entre investidores institucionais.
A Bolsa ainda é considerada barata?
A primeira questão levantada pelo Itaú BBA é se a Bolsa brasileira ainda pode ser considerada barata. A resposta do banco é afirmativa: o Ibovespa está negociando a 9 vezes o lucro, representando um desconto de 10% em relação à média histórica. Em contraste, outros mercados estão sendo negociados com prêmios, enquanto os emergentes passam por um processo de reprecificação.
Expectativas sobre a Selic e o desempenho do mercado
Os ciclos de queda da Selic historicamente têm sido benéficos para as ações brasileiras. O Itaú BBA aponta que, nos últimos 20 anos, todos os cinco ciclos de cortes resultaram em retornos positivos, com uma média de 17,5% após o primeiro corte. O cenário atual prevê que o Banco Central inicie cortes de juros na reunião programada para janeiro.
O impacto do afrouxamento monetário nos EUA
Em relação ao ciclo de afrouxamento monetário nos EUA, a análise do Itaú BBA revela que a américa latina teve um desempenho superior em comparação aos mercados emergentes nas últimas oito ocasiões em que isso ocorreu nos últimos 25 anos. O Brasil, em particular, se destacou, apresentando um retorno médio de 11,3% em seis meses após esses ciclos.
Momentum de lucros e perspectiva otimista
O Itaú BBA também observou uma melhora significativa no momentum de lucros das empresas, especialmente entre as grandes companhias e instituições financeiras, após um período de revisões negativas. Apesar do rali recente que levou alguns índices a um nível de sobrecompra, a alocação de investidores ainda está próxima das mínimas históricas, o que indica um menor risco de saturação.
Assimetrias e preferências setoriais
A principal assimetria identificada pelo Itaú BBA é que o mercado está precificando um cenário pessimista entre 55% e 60%, uma percepção que o banco considera exagerada. As preocupações que persistem entre os investidores incluem a trajetória fiscal, o déficit em conta-corrente e a relação entre prêmio de lucros e juros. Diante desse cenário, o Itaú BBA mantém sua preferência por setores de infraestrutura e empresas que operam como “bond proxies”, que oferecem retornos mais estáveis e previsíveis.
Recomendações de ações
O Itaú BBA continua a recomendar Ações de empresas com alta qualidade e bom potencial de retorno, como Equatorial (EQTL3), Sabesp (SBSP3), Multiplan (MULT3), Direcional (DIRR3), BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4), Rede D’Or (RDOR3), GPS (GGPS3), PRIO (PRIO3) e Suzano (SUZB3). Essas escolhas refletem uma estratégia focada em investimentos que buscam segurança e crescimento em um ambiente de mercado volátil.