Apesar de um prejuízo de R$ 496 milhões, resultados operacionais apresentam crescimento positivo.

Grupo Casas Bahia teve prejuízo de R$ 496 milhões no terceiro trimestre, apesar de melhora operacional.
Desempenho financeiro do Grupo Casas Bahia no terceiro trimestre de 2025
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre, registrando um prejuízo líquido de R$ 496 milhões. Essa perda representa um aumento de 34,4% em comparação ao prejuízo de R$ 369 milhões do mesmo período do ano passado. Embora o resultado tenha piorado em relação ao ano anterior, ele ficou abaixo do prejuízo de R$ 555 milhões registrado no segundo trimestre de 2025.
Crescimento das receitas e margens operacionais
Apesar do resultado negativo, a companhia apresentou evolução em sua performance operacional. O EBITDA ajustado, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 587 milhões, um crescimento de 19,6% em relação ao ano anterior. A margem EBITDA também se expandiu, passando de 7,7% para 8,5%. Além disso, o fluxo de caixa livre foi positivo, totalizando R$ 488 milhões.
O volume bruto de mercadorias (GMV) cresceu 8,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida aumentou 7,3%, alcançando R$ 6,87 bilhões. As despesas com vendas e administrativas registraram uma diminuição de 3,2%, totalizando R$ 1,545 bilhão no período.
Desafios financeiros e estratégias de recuperação
O resultado financeiro, no entanto, apresentou uma piora significativa, ficando negativo em R$ 1,06 bilhão, comparado a um prejuízo de R$ 738 milhões no mesmo trimestre de 2024. O CFO da empresa, Elcio Ito, comentou que as despesas financeiras, devido à estrutura de capital e ao alto nível de taxa de juros, ainda são um grande obstáculo para a companhia. Ito destacou que a empresa está adotando iniciativas para melhorar sua estrutura financeira e continuar a operação.
Otimismo com parcerias e futuras estratégias
Em entrevista, Ito expressou confiança nas recentes estratégias da empresa, incluindo a parceria com o Mercado Livre, anunciada no mês passado. Ele afirmou que a colaboração começou de maneira promissora e que a empresa está se preparando para maximizar suas vendas durante a Black Friday e o Natal, com estoques adequados e bem abastecidos.
Avanços no crediário e controle da inadimplência
A companhia também planeja ampliar seu crediário, que teve uma expansão de 8,1% na carteira no terceiro trimestre em comparação ao ano anterior. No entanto, Ito ressaltou a importância da cautela na concessão de crédito, garantindo que a inadimplência está sob controle.
No final de outubro, foi anunciado que a empresa disponibilizará R$ 1,2 bilhão em crédito ao longo de novembro, reforçando suas metas de vendas para o período festivo.
Expectativas para o futuro
O CFO concluiu destacando que, apesar dos desafios enfrentados em setembro e outubro, os primeiros dias de novembro mostraram sinais de recuperação, trazendo esperança para um desempenho melhor nas vendas durante as festividades de fim de ano.