Carol Paiffer Defende Ecossistemas Colaborativos para Impulsionar Negócios

Sankhya, para aumentar a eficiência, profissionalizar a gestão e abrir espaço para novos empreendedores.
Paiffer revelou que inicialmente considerou estudar moda, mas optou por administração ao perceber seu interesse no funcionamento das empresas. Seu contato com o mercado de ações ocorreu por meio de seu irmão e de um professor, e ela rapidamente compreendeu a lógica de comprar barato e vender caro.

Desafios, Preconceito e Reinvenção
Ao abordar os maiores desafios no início de sua jornada profissional, Paiffer mencionou o preconceito enfrentado por ser mulher e por ser jovem. Aos 17 anos, precisou demonstrar conhecimento e consistência para conquistar a confiança de clientes e parceiros. A transição para o ambiente digital também transformou sua forma de ensinar, permitindo que o conteúdo antes transmitido em aulas presenciais fosse distribuído em vídeos, ampliando seu alcance.
Com o avanço da tecnologia e a crescente popularização das plataformas de investimento, o modelo de negócios precisou ser constantemente adaptado. A redução das taxas de corretagem, a maior acessibilidade às ferramentas e a disseminação da educação financeira, impulsionada por empresas de tecnologia como a Sankhya, foram fatores que exigiram reinvenção. Para Paiffer, acompanhar essas mudanças foi fundamental para manter a competitividade.
Ela ressalta a importância de o empreendedor estar disposto a se atualizar e se reinventar continuamente. Essa mentalidade foi crucial para o crescimento da Atom e, posteriormente, da Dinastia Hub. “A tecnologia e a inteligência artificial permitem que a gente seja mais eficiente. Quem não acompanhar, fica para trás”, afirmou.
A participação no Shark Tank trouxe consigo um novo nível de responsabilidade. Diferentemente do mercado de ações, onde os números são o principal indicador, no programa ela passou a lidar com os sonhos e projetos de vida dos empreendedores. Isso exigiu dela sensibilidade e disciplina para apoiar negócios em diferentes estágios de desenvolvimento.
O que Avaliar em um Negócio para Investir
Questionada sobre os critérios que a levam a investir em uma empresa, Paiffer enfatizou a importância do entusiasmo e da paixão do empreendedor. No entanto, ressaltou que a paixão não deve substituir a organização e a solidez dos números. Para ela, um propósito claro deve estar alinhado com um caixa saudável, uma estratégia bem definida e o acompanhamento de indicadores.
Ela admite que, em algumas situações, a decisão de investir é influenciada por fatores emocionais. Alguns negócios podem ser lucrativos, mas não geram uma conexão pessoal. A afinidade com o fundador também é um fator importante na escolha final. “Vamos conviver muito. Precisa ter conexão. Precisa fazer sentido”, explicou.
Paiffer brinca que evita investir em pessoas que considera “chatas”. Para ela, o empreendedorismo exige convivência intensa, parceria e colaboração, o que não funciona sem entusiasmo e respeito. “A vida é o nosso maior presente. Precisamos escolher bem com quem vamos vivê-la”, concluiu.
Mais informações sobre a plataforma de gestão da Sankhya podem ser acessadas no site.
Contexto
A visão de Carol Paiffer sobre a importância de ecossistemas colaborativos destaca uma tendência crescente no mundo dos negócios, onde a sinergia e a troca de experiências entre empresas podem ser cruciais para o sucesso e a superação de desafios, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.