Usuários do CAPS II de Jundiaí visitam o Museu do Corpo Humano da FMJ

O Museu do Corpo Humano da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) recebeu a visita de usuários e coordenadores do CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial) de Jundiaí, são paulo, nesta semana. A iniciativa proporcionou um momento de integração social, acesso à cultura e ampliação de conhecimentos sobre o corpo humano para cerca de dez participantes e dois coordenadores do serviço.
A atividade faz parte das ações do CAPS II que visam promover a autonomia e a inclusão social dos seus usuários, incentivando a participação em diferentes espaços da cidade e o contato com ambientes culturais e educativos.
Inclusão Social e Cidadania em Destaque
Segundo Gabriela Gonçalves, terapeuta ocupacional do CAPS II, experiências como essa fortalecem a cidadania dos participantes. “Nosso objetivo é incentivar que os usuários ocupem a cidade, frequentem espaços acessíveis e ampliem seu repertório cultural. Essas vivências favorecem a socialização, estimulam o aprendizado e reforçam o sentimento de pertencimento”, afirmou.
Isabela de Oliveira, enfermeira que também acompanhou o grupo, considerou a visita enriquecedora. “Foi um momento muito positivo. Além do conteúdo educativo, o ambiente acolhedor do museu proporcionou troca de experiências e despertou curiosidade em todos”, disse.
Reações Positivas dos Participantes
Bruna, uma das participantes, destacou o impacto das peças expostas e a abordagem didática do acervo: “Achei maravilhoso. As peças são muito realistas e ajudam a entender melhor como o nosso corpo funciona”, comentou.
Luiz Gustavo, outro participante, ressaltou a conexão entre diferentes áreas do conhecimento presentes no espaço: “É interessante perceber como a arte dialoga com a ciência e também com a religiosidade em algumas obras. Isso torna a experiência ainda mais profunda”, observou.
Museu Acessível a Todos os Públicos
Cesar Fábrega Carvalho, curador do museu e anatomista da FMJ, reforçou o caráter inclusivo do espaço. “O Museu do Corpo Humano é aberto a todos os públicos. Nossa proposta é ensinar sobre o corpo humano unindo ciência e arte, de forma interativa e acessível. Queremos ampliar o acesso ao conhecimento e mostrar que a arte e a ciência pertencem a toda a sociedade”, explicou.
O museu tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento científico, tornando o aprendizado mais próximo da realidade e acessível à comunidade.
Ciência e Arte em um Espaço Interativo
O Museu do Corpo Humano busca ensinar sobre o funcionamento do corpo humano integrando ciência e arte, oferecendo uma experiência educativa diferenciada aos visitantes.
O acervo conta com mais de 600 desenhos sobre o corpo humano e procedimentos médicos, além de releituras de obras de Leonardo da Vinci e Michelangelo. Um dos destaques são as pinturas trifásicas, técnica criada pelo curador, que revelam três imagens em uma única obra conforme a iluminação.
Plastinação: Tecnologia Inovadora na Conservação de Peças Anatômicas
Para garantir a interatividade, o museu implantou um laboratório de plastinação, uma técnica moderna de conservação que substitui os líquidos corporais por polímeros como o silicone. Esse processo transforma o material biológico em um modelo híbrido, mantendo as características anatômicas reais, porém plastificadas, tornando as peças resistentes, sem odores e adequadas para a interação com o público.
Essa tecnologia permite uma experiência mais próxima e acessível, ampliando as possibilidades de aprendizado sobre o corpo humano.
Agende sua Visita
A visita do grupo do CAPS II demonstra o papel do Museu do Corpo Humano como um espaço educativo, acolhedor e integrado à comunidade, promovendo conhecimento, interação e novas descobertas.
As visitas são abertas ao público e podem ser agendadas através do site https://fmj.br/museudocorpohumano/.
O Museu do Corpo Humano da FMJ se consolida como uma opção acessível e enriquecedora para quem busca uma experiência que une ciência, arte e interatividade em Jundiaí.
Contexto
A visita do CAPS II ao Museu do Corpo Humano da FMJ exemplifica a importância de iniciativas que promovem a inclusão social e o acesso à cultura para pessoas com diferentes necessidades. A ação reforça o papel dos museus como espaços de aprendizado e bem-estar, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa, além de evidenciar a relevância da integração entre saúde mental e atividades culturais.