Entenda como a detecção precoce pode mudar o futuro das crianças diagnosticadas

O diagnóstico precoce é fundamental para a cura do câncer infantil e deve ser uma prioridade para os responsáveis.
A importância do diagnóstico precoce no câncer infantil
O diagnóstico precoce é fundamental no combate ao câncer infantil, uma condição que afeta milhares de crianças anualmente. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que entre 2023 e 2025, aproximadamente oito mil novas crianças serão diagnosticadas com câncer no Brasil. Neste contexto, a Lei nº 11.650/2008 estabelece o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, lembrado anualmente em 23 de novembro, visando aumentar a conscientização sobre a doença.
Sintomas que os responsáveis devem observar
Os responsáveis devem estar atentos a sinais que podem indicar o início de um câncer infantil. Entre os sintomas mais relevantes estão:
- Febre persistente por mais de sete Dias sem causa aparente;
- Dor óssea que aumenta progressivamente e persiste por mais de um mês;
- Manchas arroxeadas na pele e palidez;
- Reflexo branco na pupila quando exposta à luz, estrabismo e protusão ocular;
- Distúrbios visuais;
- Linfonodos aumentados;
- Dor de cabeça persistente, especialmente à noite, que pode ser acompanhada de vômito ou outros sinais neurológicos.
O reconhecimento precoce desses sinais é essencial para um diagnóstico eficaz e para aumentar as chances de cura. O acompanhamento médico regular e a vigilância são fundamentais nesse processo.
Centros especializados no tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece uma rede de atendimento especializada para crianças com câncer. As Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacon) e os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) são os principais centros que oferecem tratamento especializado. As Unacons são equipadas com recursos humanos e tecnológicos necessários para o diagnóstico e tratamento dos cânceres mais comuns, enquanto os Cacons atendem a uma variedade de cânceres, não se limitando apenas aos raros ou infantis.
Tipos de câncer mais comuns na infância
Os cânceres mais frequentes entre crianças incluem:
- Leucemias: afetam os glóbulos brancos e são os mais comuns na infância;
- Neuroblastoma: tumor que se origina no sistema nervoso periférico;
- Hepatoblastoma: câncer do fígado que geralmente ocorre antes dos 3 anos;
- Osteossarcoma: tumor ósseo comum na adolescência;
- Rabdomiossarcoma: afeta os músculos estriados e pode se espalhar para várias partes do corpo;
- Retinoblastoma: tumor ocular que pode afetar um ou ambos os olhos;
- Sarcoma de Ewing: câncer ósseo agressivo que pode afetar tecidos moles;
- Tumor de Wilms: câncer renal mais comum em crianças;
- Tumores de células germinativas: tumores que se desenvolvem a partir das células que formam espermatozoides e óvulos;
- Tumores do sistema nervoso central: crescimento anormal de células no cérebro.
A necessidade de conscientização
É crucial que a população esteja informada sobre os sinais e sintomas do câncer infantil. A educação e a disseminação de informações para profissionais de saúde e para a comunidade em geral são fundamentais para garantir que as crianças recebam o tratamento necessário em tempo hábil. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem fazer a diferença entre a vida e a morte.
As campanhas de conscientização devem ser constantemente promovidas, destacando a importância do conhecimento e da vigilância, não apenas por parte dos profissionais de saúde, mas também dos familiares e cuidadores das crianças. Em um cenário onde a detecção precoce pode salvar vidas, todos têm um papel a desempenhar na luta contra o câncer infantil.