Com a votação, o governo americano pode retomar suas atividades após 42 dias de paralisação

A Câmara dos EUA vota hoje para encerrar o shutdown, que dura 42 dias, enquanto o mercado observa as repercussões.
Câmara dos EUA vota sobre o fim do shutdown
Os mercados globais iniciam esta quarta-feira (12) atentos à possibilidade da paralisação do governo dos Estados Unidos, o shutdown, chegar ao fim após 42 dias. A Câmara, controlada pelos republicanos, vota um acordo que retoma o financiamento das agências federais até janeiro de 2026. O presidente Donald Trump já afirmou que sancionará o texto assim que for aprovado.
Repercussões das tarifas do café
As atenções também se voltam para as repercussões da nova declaração do presidente Donald Trump sobre a redução de tarifas do café. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que pretende “baixar algumas tarifas” para permitir a entrada de mais café no país, sem especificar a extensão da medida nem os países que seriam beneficiados. Essa fala animou operadores e investidores ligados ao setor, que veem uma possível retomada das exportações brasileiras após meses de retração.
Impacto no setor de serviços brasileiro
No Brasil, o dia traz como destaque o dado de crescimento do setor de serviços às 9h, um termômetro importante para o Produto Interno Bruto (PIB). Este dado deve ajudar a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central, num momento em que parte do mercado revisa projeções de juros. Além disso, a temporada de balanços concentra a atenção dos investidores, com resultados de empresas como MRV, Americanas e Banco do Brasil programados para hoje.
Eventos e falas de autoridades
Nos Estados Unidos, a agenda começa às 7h com a divulgação do relatório mensal da Opep, que pode movimentar as cotações do petróleo e influenciar os mercados de energia. Ao longo do dia, membros do Fomc e do Fed farão discursos públicos, incluindo Williams, Waller, Bostic e Collins. Já no Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de uma coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira e ministra uma palestra em um evento da Bradesco Asset.
Mobilização das Forças Armadas da Venezuela
As Forças Armadas da Venezuela iniciaram uma mobilização em resposta às “ameaças imperiais” dos Estados Unidos, coincidindo com a chegada do USS Gerald Ford ao Caribe. Nicolás Maduro convocou civis à Milícia Bolivariana, enquanto Washington acusa o governo venezuelano de envolvimento com o narcotráfico.
Repercussões fiscais no Brasil
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que há “uma possibilidade” de o governo não precisar ampliar o bloqueio orçamentário no próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, já que a arrecadação de impostos superou as expectativas. O presidente Lula também assinou um decreto que redefine as regras do Programa de Alimentação do Trabalhador, buscando ampliar a concorrência e a liberdade de escolha dos trabalhadores.
Crescimento do Ibovespa
O Ibovespa engatou o 15º pregão consecutivo em alta, fechando pela primeira vez acima dos 157 mil pontos. O bom desempenho reflete uma ata do Copom vista como menos dura e o otimismo com o fim do shutdown nos EUA. As expectativas positivas também são impulsionadas por resultados financeiros favoráveis de empresas, como a Gol, que registrou lucro líquido de R$ 248 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo do ano anterior.
Conclusão
Os mercados globais e locais permanecem em vigilância, com eventos econômicos e políticos moldando as expectativas de investidores. A votação para encerrar o shutdown nos EUA é um fator crucial, enquanto no Brasil, a atenção se volta para os dados do setor de serviços e resultados de empresas que podem influenciar as políticas monetárias futuras.