Interrupção da transmissão ocorreu por procedimento técnico, segundo nota oficial

Câmara dos Deputados nega intenção de limitar trabalho da imprensa após confusão durante sessão.
Câmara dos Deputados esclarece situação envolvendo imprensa
Na terça-feira, 9 de outubro, a Câmara dos Deputados foi palco de um episódio conturbado que resultou na interrupção da transmissão da TV Câmara. A interrupção coincidiu com a retirada do deputado Glauber Braga da presidência da Casa por parte da Polícia Legislativa. De acordo com a nota oficial divulgada nesta quinta-feira, 11, não houve intenção de limitar o trabalho da imprensa durante o incidente, que foi justificado como um “procedimento técnico de praxe”.
Interrupção da transmissão e a retirada de jornalistas
A assessoria da Câmara lamentou os transtornos causados aos profissionais de comunicação e destacou que a retirada de jornalistas do plenário foi uma medida tomada em conformidade com um ato da Mesa. A nota esclarece que a Polícia Legislativa solicitou a retirada de assessores e profissionais de imprensa para garantir a segurança no local. A situação gerou agitação, e alguns jornalistas relataram ter sido agredidos durante a retirada.
Justificativa da Câmara e posicionamento sobre o deputado
A Câmara dos Deputados destacou que a interrupção da transmissão foi necessária devido à suspensão da sessão deliberativa. A nota enfatiza que as informações coletadas pelos jornalistas serão integradas à apuração em andamento, que busca identificar possíveis excessos nas ações tomadas durante o evento. O deputado Glauber Braga, que estava nos EUA desde março, foi criticado pela sua conduta, a qual foi considerada inadequada e que comprometeu o funcionamento regular dos trabalhos legislativos.
Desdobramentos da sessão e a conduta de Glauber Braga
A sessão da Câmara foi retomada às 15h04 sob a presidência da deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Glauber assumiu a condução da sessão posteriormente, mas sua recusa em ceder a presidência ao quarto-secretário da Mesa resultou em um descumprimento do regimento interno. O incidente culminou em uma manifestação antirregimental, levando à determinação de suspensão da sessão pelo presidente Hugo Motta.
Conclusão e próximos passos
A Câmara reafirmou que não houve intenção de limitar a liberdade de imprensa e que todos os procedimentos adotados estavam em conformidade com as normas internas. A apuração sobre os eventos da sessão está em andamento e será acompanhada de perto por autoridades competentes. A situação levanta questões importantes sobre a relação entre o legislativo e a imprensa, especialmente em momentos de tensão e conflito.