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Caiado promete cortar juros pela metade e agita debate econômico

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), reafirma seu compromisso de campanha com a redução drástica da taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil. Em uma entrevista concedida a jornalistas neste domingo, 6, em Aparecida de Goiânia (GO), Caiado declarou que, caso eleito, implementará medidas econômicas capazes de levar a Selic de 14% para 7%. Essa meta representa uma queda de 50% em relação ao patamar atual mencionado por ele, sinalizando um foco intenso na política monetária.

A promessa de Caiado reflete uma revisão de suas declarações anteriores, nas quais já havia defendido patamares como 6% e 8%. Agora, ele converge para a faixa entre 7% e 8%, sempre condicionando a queda a um robusto ajuste fiscal e à recuperação da confiança na economia nacional. O prazo para essa mudança é ambicioso: “Chegando ao governo, eu garanto à população brasileira que eu diminuo a taxa de juros a 7%, a metade do que está hoje, com as medidas que nós tomaremos a partir do dia 5 de janeiro”, afirmou o candidato. Esta data marca o início de um potencial mandato presidencial, sublinhando a urgência e a prioridade que Caiado atribui à questão econômica.

O Impacto da Selic na Economia Brasileira

A taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), é o principal instrumento de política monetária para controlar a inflação. Quando a Selic se encontra em patamares elevados, como os 14% citados por Caiado, o custo do crédito aumenta significativamente para empresas e consumidores. Isso impacta diretamente financiamentos, empréstimos e investimentos, podendo frear o crescimento econômico e dificultar o acesso a bens e serviços essenciais.

Uma redução da Selic para 7%, conforme proposto, teria diversas consequências práticas. Empresas veriam o custo de captação de recursos diminuir, potencialmente incentivando a expansão de negócios e a geração de empregos. Para o cidadão, o crédito se tornaria mais barato, facilitando a compra de imóveis, veículos e o consumo em geral. Entretanto, essa manobra exige um cenário de estabilidade fiscal e controle inflacionário rigoroso para não gerar pressões sobre os preços, um desafio constante para qualquer governo. A sustentabilidade dessa queda depende crucialmente da percepção de solidez fiscal e da credibilidade das políticas econômicas anunciadas.

Propostas para o Judiciário e a Crise no STF

Além das promessas econômicas, Ronaldo Caiado também dedicou parte de sua fala à crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à defesa de uma reforma do Judiciário. O candidato classificou como “inadmissível” a permanência do ministro Alexandre de Moraes na Corte, sinalizando seu descontentamento com a atual composição e atuação do tribunal. Se eleito, Caiado promete implementar mudanças significativas no Poder Judiciário.

Entre as propostas apresentadas para a reforma, destacam-se a fixação de uma idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros ao STF. Essa medida visa garantir que os indicados possuam uma trajetória profissional e experiência de vida consolidadas antes de ascenderem à mais alta corte do país. Outra medida é a instituição de uma quarentena após a aposentadoria compulsória aos 75 anos, um período em que o ex-ministro não poderia exercer certas funções ou atividades relacionadas ao judiciário, buscando evitar conflitos de interesse ou uso de informações privilegiadas.

Compromisso com a Representatividade Feminina no STF

Ronaldo Caiado também reiterou uma promessa de campanha de grande impacto na representatividade de gênero no Supremo Tribunal Federal: a indicação de quatro mulheres para compor a Corte, caso seja eleito. Esta pauta se alinha a um debate crescente sobre a necessidade de maior diversidade em instituições de poder.

O cenário atual oferece o contexto para essa promessa. Uma vaga já está aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, e a Corte terá mais três cadeiras vagas nos próximos quatro anos. Isso significa que um presidente eleito em 2026 terá a oportunidade de moldar significativamente a composição do STF durante seu mandato. Caiado justifica sua proposta com a percepção de que as mulheres historicamente trouxeram mais estabilidade à Corte: “Você nunca viu as mulheres que compõem ou que passaram por lá constrangeram o Brasil com qualquer situação como essa que nós estamos vendo hoje”, afirmou, reforçando a ideia de que a presença feminina pode contribuir para uma maior serenidade e previsibilidade nas decisões judiciais.

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