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Folha Jundiaiense

Brasileira revela inspiração em Ronda após vitória no UFC Vegas 117

Abrindo o card preliminar do UFC Vegas 117, no último sábado (16), Nicolle Caliari tirou um peso das costas ao conquistar sua primeira vitória na organização. E no grande desempenho apresentado, dentre outras coisas, as quedas aplicadas na adversária Shauna Bannon se destacaram. Após finalizar a rival canadense, a peso-palha (52 kg) brasileira revelou que os ataques foram inspirados em uma grande judoca que marcou época no MMA feminino: Ronda Rousey.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Nicolle, de 29 anos, admitiu que aderiu ao jogo de quedas ao, à época, assistir o auge de Ronda Rousey no UFC. Com o movimento plástico chamado ‘harai goshi’, no judô, Caliari colocou a oponente no solo algumas vezes. E foi no chão que a brasileira conquistou a vitória, encaixando um katagatame justo no terceiro round.

“Essa é uma queda que eu faço desde sempre. Eu aprendi quando comecei a assistir a Ronda, vendo os vídeos dela fazendo e comecei a repetir no treino. O mestre também viu que isso era bom, falou para continuar fazendo. Segui treinando e agora (o movimento) já sai natural. Nem percebo, quando vejo já joguei (a adversária), já quedei. E foi assim, tanto no treino, quanto na luta. É uma queda que eu gosto muito”, destacou a paranaense, que usou e abusou das quedas de judô na luta.

Futuro nos palhas

O primeiro triunfo no Ultimate, curiosamente, ou não, veio após Caliari migrar do peso-mosca (57 kg) para o peso-palha. Com as mais variadas medidas tomadas – desde a retirada das próteses de silicone até uma dieta mais restrita -, a brasileira conseguiu diminuir sua massa corporal e, aparentemente, aumentar sua competitividade na companhia. Não à toa, Nicolle garante que seu futuro nos esportes de combate seguirá na divisão até 52 kg, daqui em diante.

Com certeza (peso-palha é a minha categoria). Eu me senti muito melhor, em questão de força, velocidade, explosão e altura. Ela (Shauna Bannon) jogava os golpes e eu não sentia. E conseguia encostar nela com muito mais facilidade. Então, com certeza, essa vai ser a minha categoria (daqui em diante). Espero voltar melhor a cada luta”, projetou a atleta do Ultimate.

Aos 29 anos, Nicolle agora é dona de um cartel de nove vitórias e quatro derrotas no MMA profissional. Dentro do UFC, o histórico da brasileira ainda é negativo, com um triunfo – o mais recente – e dois reveses. Sendo assim, conquistar um novo resultado positivo na próxima rodada é crucial para vislumbrar uma eventual renovação de contrato no Ultimate.

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