A Seleção Brasileira encerrou os preparativos em Nova Jersey e já está a caminho de Miami. Nesta quarta-feira, 24, às 19h (horário de Brasília), a equipe enfrenta a Escócia, no último confronto da fase de grupos da Copa do Mundo. Em jogo, a liderança do Grupo C, fundamental para o planejamento logístico na próxima etapa do torneio.
A última atividade no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, contou com 25 dos 26 jogadores convocados por Carlo Ancelotti.
A ausência foi o atacante Raphinha. O jogador sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita, o mesmo local que já o afastou dos gramados por quase dois meses no início do ano.
Este desfalque força Ancelotti a uma mudança obrigatória na escalação que enfrentou o Haiti. O goleiro Alisson, poupado na segunda-feira para controle de carga, treinou normalmente com o grupo.
Neymar volta após longa ausência
Pelo terceiro dia consecutivo, Neymar treinou sem restrições ao lado dos companheiros. A imprensa teve acesso aos primeiros 15 minutos da atividade e viu o camisa 10 ativo.
A expectativa é que o atacante seja relacionado pela primeira vez nesta Copa do Mundo, marcando sua volta aos jogos.
Recuperado de uma lesão de grau na panturrilha direita, Neymar não entra em campo desde 17 de maio, na derrota do Santos para o Coritiba, por 3 a 0, pelo Campeonato Brasileiro.
Sua presença pode injetar nova dinâmica ao ataque brasileiro, ainda que sua condição física plena seja uma incógnita após mais de um mês e meio parado.
Dúvidas na escalação e risco de “pendurados”
Ancelotti, mais uma vez, não adiantou à imprensa qual time escalará contra a Escócia.
Com a saída de Raphinha, a disputa pela vaga na ponta direita está entre Rayan e Luiz Henrique, considerados os favoritos.
O atacante Gabriel Martinelli, destro, também surge como opção. Ele já atuou na posição em um amistoso contra a França, em março. O jogador do Arsenal se colocou à disposição do técnico em entrevista coletiva na segunda-feira.
Além da substituição de Raphinha, Ancelotti avalia a possibilidade de poupar dois titulares importantes: o lateral-esquerdo Douglas Santos e o volante Casemiro. Ambos estão pendurados com cartão amarelo.
Um novo cartão contra a Escócia os tiraria do primeiro jogo do mata-mata.
Caso sejam preservados, Alex Sandro e Fabinho seriam as opções imediatas para suas respectivas posições, mantendo a solidez defensiva do time.
Liderança do grupo e o impacto na logística
A Seleção Brasileira lidera o Grupo C, somando quatro pontos, o mesmo que Marrocos. O Brasil, no entanto, leva vantagem no saldo de gols (três contra um).
A Escócia está em terceiro, com três pontos, e o Haiti, já eliminado, não pontuou.
Conquistar a liderança do grupo garante à delegação brasileira uma vantagem estratégica: seguir sediada em Nova Jersey durante o mata-mata. Isso significa que, até uma eventual final, todos os jogos seriam disputados em território norte-americano, reduzindo o desgaste com viagens.
Caso o Brasil termine em segundo lugar, a equipe precisará se tornar “itinerante”. O confronto pelas oitavas de final seria em Monterrey, no México. Apenas em caso de classificação, o duelo seguinte (quartas de final) retornaria para os Estados Unidos.
A viagem para Miami, local da partida de quarta, aconteceu ainda na terça. Ancelotti e um jogador concederão entrevista coletiva no palco do jogo, a partir das 20h15, para finalizar a preparação antes do apito inicial.
Contexto
Em grandes torneios como a Copa do Mundo, a logística assume um papel estratégico além do desempenho em campo. Reduzir deslocamentos minimiza o desgaste físico dos atletas e da comissão técnica, otimiza o tempo de recuperação e treinamento, e pode influenciar diretamente o rendimento em fases decisivas. A busca pela liderança do grupo, portanto, não se restringe à classificação, mas se estende ao planejamento de toda a campanha, impactando a capacidade do time de chegar ao topo da competição em sua melhor forma.