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Bitcoin despenca abaixo de US$ 90 mil em meio a aversão ao risco

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Criptomoeda registra perdas significativas, refletindo incertezas no mercado financeiro

Bitcoin despenca abaixo de US$ 90 mil em meio a aversão ao risco
Imagem gerada com auxílio IA. Foto: Leonardo Albertino

Bitcoin cai abaixo de US$ 90 mil, refletindo aversão ao risco e perdas recordes no mercado.

O bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, caiu para menos de US$ 90 mil nesta segunda-feira. A moeda digital atingiu um mínimo de US$ 84.808,54, apresentando uma queda de 6,99%. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o bitcoin registrava uma desvalorização de 5,73%, cotado a US$ 85.959,10. Essa queda acentuada reflete uma aversão generalizada ao risco, especialmente após um novembro em que a criptomoeda perdeu mais de US$ 18.000, a maior perda em dólares desde maio de 2021.

A correlação entre bitcoin e o mercado de ações

Analistas do mercado financeiro afirmam que a correlação entre o bitcoin e as ações pode ser um indicativo importante do sentimento geral de risco. Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, observou que a queda do bitcoin não é um bom sinal para o desempenho das ações no início do mês. “O bitcoin tende a ser um indicador importante do sentimento geral de risco no momento”, afirmou Brooks.

Além disso, a forte queda na volatilidade da semana passada, com o VIX caindo abaixo da média dos últimos 12 meses, pode ter deixado alguns investidores apreensivos quanto às perspectivas para o final do ano.

A pressão sobre o mercado de criptomoedas

Os contratos futuros de bitcoin da CME também estão evidenciando um crescente pessimismo entre os investidores. Os contratos futuros com vencimento em três meses estão sendo negociados com o menor ágio em relação aos contratos que expiram neste mês, refletindo a menor disposição dos investidores em apostar em uma alta sustentada do preço.

O ether, a segunda maior criptomoeda, também sofreu perdas, sendo cotado a US$ 2.828,59, com uma queda de 6,4% e uma desvalorização de cerca de 22% em novembro.

Fatores negativos impactando o bitcoin

Diversos fatores negativos estão aumentando a pressão sobre o bitcoin. A S&P Global rebaixou o rating da Tether, a maior stablecoin do mundo, citando um aumento nos ativos de maior risco em suas reservas. A Tether respondeu, discordando veementemente das alegações feitas no relatório.

Além disso, Phong Le, presidente-executivo da Strategy MSTR.O, mencionou em um podcast que a empresa pode considerar vender suas participações em bitcoin se sua métrica “mNAV” cair abaixo de 1. Esta relação está atualmente em 1,19, um número que se torna preocupante à luz da queda acentuada das ações da empresa, que já desvalorizou 60% em comparação com a queda de 13% do bitcoin.

A provedora de índices MSCI está atualmente consultando sobre a possibilidade de excluir de seus índices as empresas cujas participações em ativos digitais excedam 50% de seus ativos totais. Essa possibilidade pode ter um impacto significativo sobre as empresas que operam com criptomoedas.

Desde que o mercado de criptomoedas atingiu um valor recorde de cerca de US$ 4,3 trilhões, já perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor, segundo dados do CoinGecko. A atual situação revela a fragilidade e a volatilidade do mercado, levando os investidores a reavaliarem suas estratégias e posições em relação ao bitcoin e outras criptomoedas.

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