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Bia Kicis afirma que Bolsonaro suspeitou de escuta na tornozeleira

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Deputada defende ex-presidente e nega tentativa de fuga após incidente com o equipamento

Bia Kicis afirma que Bolsonaro suspeitou de escuta na tornozeleira
Bia Kicis fala sobre Jair Bolsonaro. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Bia Kicis defende que Bolsonaro não tentou fugir, mas estava confuso com a tornozeleira.

Bia Kicis e as declarações sobre Jair Bolsonaro

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) fez uma declaração polêmica em um vídeo nas redes sociais no último sábado (22), onde afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acreditava que havia uma “escuta” instalada na tornozeleira eletrônica que ele usava. Segundo Kicis, essa alegação surge em resposta a especulações sobre uma possível tentativa de fuga por parte de Bolsonaro, que enfrenta sérias acusações legais.

Suspeitas de escuta e a reação de Bolsonaro

No vídeo, Kicis relata que Bolsonaro teria ouvido um ruído vindo do equipamento de monitoramento, o que o levou a tentar abri-lo. “Ele achou que pudesse haver uma escuta naquela tornozeleira. Então, ele tentou abrir”, afirmou a deputada. Contudo, ela insistiu que não houve tentativa de remoção do dispositivo, destacando que o ex-presidente estava apenas curioso sobre a situação.

Estado emocional de Bolsonaro

Kicis também ressaltou que Bolsonaro se encontra sob efeito de remédios fortíssimos, o que, segundo ela, contribuiria para o seu estado emocional abalado. “É claro que ele está abalado, não só física, como emocionalmente”, disse a deputada, buscando justificar as ações do ex-presidente.

Intervenção da Polícia Federal

Após o incidente, a polícia federal decidiu trocar a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro, conforme relatado por Kicis. A deputada mencionou que, apesar de o ex-presidente não ter tentado cortar o dispositivo, ele tentou abri-lo com um ferro de solda quente. Essa intervenção foi vista como uma resposta às dúvidas sobre o comportamento de Bolsonaro.

Motivações políticas e contexto da prisão

Kicis ainda insinuou que a ordem de prisão concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, tinha um caráter político. Segundo a parlamentar, a data da decisão judicial, 22 de outubro, coincidia com o número do partido de Bolsonaro, o que ela considerou uma ironia. O ex-presidente foi detido na manhã do mesmo dia e levado a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal.

Consequências legais para Bolsonaro

A prisão de bolsonaro foi fundamentada em alegações de tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e na convocação de uma vigília por parte do senador flávio bolsonaro (PL-RJ). O objetivo da medida é evitar uma possível fuga do ex-presidente, que ainda tem o direito de recorrer da decisão judicial. Um novo recurso deve ser apresentado por seus advogados até segunda-feira (24).

Audiência de custódia

Bolsonaro está programado para participar de uma audiência de custódia no meio-dia de domingo (23). Este processo visa verificar as condições da detenção e assegurar que tudo ocorreu dentro da legalidade. A audiência será realizada de forma remota, sem transmissão ao público, e será conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de Moraes.

Em meio a um cenário político conturbado, as declarações de Bia Kicis e os desdobramentos legais em torno de Jair Bolsonaro continuam a gerar debates acalorados na sociedade brasileira.

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