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Bebê de 2 anos morre após overdose acidental em hospital nos EUA

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Família processa instituição por erro na administração de potássio em dose excessiva

Bebê de 2 anos morre após overdose acidental em hospital nos EUA
Bebê de 2 anos faleceu devido a erro médico. Foto: Eduardo Andrade/SupCom ALE-RR

Menino de 2 anos morreu após receber dose de potássio dez vezes maior que a recomendada.

A overdose acidental de potássio que resultou na morte do menino De’Markus Page, de apenas 2 anos, ocorreu em um hospital da Flórida e levanta sérias questões sobre a segurança hospitalar e práticas de prescrição. A família culpa os médicos e a instituição pela administração de uma dose de potássio dez vezes superior à quantidade recomendada. Essa tragédia, registrada em março de 2024, foi resultado de um erro que, segundo os pais, começou com uma simples ausência de uma vírgula na receita médica.

O erro fatal na administração de potássio

De’Markus foi internado com uma infecção viral e hipocalemia, uma condição que provoca baixos níveis de potássio no sangue. Após uma avaliação inicial, a criança foi transferida para um segundo hospital para cuidados especializados. Durante essa transferência, um erro crítico ocorreu: a dose de potássio que deveria ser de 1,5 mmol foi registrada como 15 mmol, sendo administrada duas vezes ao dia.

O erro se deu devido à falta de uma vírgula na transcrição eletrônica da dosagem. Documentos judiciais afirmam que o sistema da farmácia emitiu alertas automáticos sobre a dosagem incompatível, mas nenhuma das equipes envolvidas interrompeu a administração do medicamento. Médicos e farmacêuticos ignoraram as notificações, permitindo que a criança recebesse uma quantidade excessiva de potássio, já que ele também estava recebendo o mineral por outras vias.

Consequências trágicas e complicações

Poucos minutos após receber a segunda dose errada, De’Markus sofreu uma parada cardíaca. A ação judicial relata que houve atrasos significativos na resposta da equipe médica, incluindo dificuldades para intubar a criança e um tempo prolongado sem oxigenação adequada. Mesmo após manobras de ressuscitação que restauraram os batimentos cardíacos, exames posteriores revelaram níveis perigosos de potássio e fosfato.

O menino foi transferido para a UTI, onde ficou entubado por 14 dias. Durante esse período, apresentou convulsões e complicações neurológicas severas. Sem chances de recuperação, a família decidiu desligar os aparelhos que mantinham a criança viva em 18 de março de 2024.

Busca por justiça e respostas

A instituição acusada, UF Health Shands, optou por não comentar o caso, citando normas de privacidade, mas a mãe de De’Markus, Dominique Page, expressou sua frustração por não ter recebido esclarecimentos sobre o que ocorreu. Ela relata que a experiência continua a atormentá-la, revivendo o trauma da perda do filho.

A morte de De’Markus Page não é apenas uma tragédia pessoal, mas também um chamado à reflexão sobre a importância de protocolos eficazes em hospitais e a necessidade de garantir a segurança dos pacientes, especialmente das crianças.

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