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Os bastidores sombrios de O Mágico de Oz

Guarda Municipal de Jundiaí

Revelações impactantes sobre os desafios enfrentados pelo elenco na produção do clássico de 1939

Os bastidores sombrios de O Mágico de Oz
Margaret Hamilton em cena. Foto: Silver Screen Collection/Getty Images

O Mágico de Oz esconde histórias de acidentes e abusos no set de filmagens que marcaram a vida do elenco.

A magia e os horrores de O Mágico de Oz

O clássico de 1939, “O Mágico de Oz”, é amplamente reconhecido por sua história encantadora e música cativante. No entanto, muitos desconhecem os bastidores sombrios de O Mágico de Oz, que revelam um ambiente de trabalho repleto de perigos e abusos. A protagonista, Judy Garland, apenas 16 anos na época, foi submetida a uma rotina de filmagens extremamente rigorosa, marcada por pressões físicas e psicológicas.

Judy Garland e o abuso químico

Judy Garland, a jovem atriz que interpretou Dorothy, foi uma das maiores vítimas dessa produção caótica. Para lidar com as longas horas de filmagem e manter o peso exigido pelo estúdio MGM, ela foi forçada a tomar anfetaminas e barbitúricos. Este vício em substâncias químicas a acompanhou durante toda a sua vida e contribuiu para sua morte precoce.

Além do abuso com drogas, a pressão psicológica era constante. O diretor Victor Fleming, em um momento de frustração, chegou a agredir Judy, dando-lhe um tapa no rosto. Os executivos do estúdio controlavam rigorosamente sua dieta, permitindo que ela consumisse apenas sopa de galinha e café, o que causou sérios danos à sua saúde mental e física.

Acidentes e condições perigosas no set

Outro ator que sofreu gravemente foi Buddy Ebsen, o Homem de Lata original. Ele precisou ser internado após desenvolver sérios problemas respiratórios por causa da maquiagem prateada, que continha pó de alumínio, levando-o à beira da morte. Jack Haley, que acabou assumindo o papel, também enfrentou problemas de saúde, resultando em uma infecção ocular devido à nova fórmula da maquiagem, que, embora alterada, ainda era prejudicial.

Bert Lahr, que interpretou o Leão Covarde, enfrentou um desafio físico considerável. Sua fantasia, feita de pele de leão real, pesava cerca de 40 quilos. Sob as luzes quentes do estúdio, ele transpirava excessivamente, obrigando a equipe a secar sua roupa industrialmente todas as noites.

A tragédia da Bruxa Má

Margaret Hamilton, que deu vida à icônica Bruxa Má do Oeste, também passou por uma experiência aterrorizante. Durante uma cena em que ela desaparece em uma nuvem de fumaça, um alçapão falhou, resultando em queimaduras de segundo e terceiro graus em seu rosto e mãos. A tinta verde utilizada para sua pele, à base de cobre, era tóxica e sua remoção exigiu um processo doloroso, complicando ainda mais sua recuperação.

O uso de amianto na produção

Adicionalmente, um dos momentos mais marcantes do filme, a cena do campo de papoulas, estava envolta em controvérsias. A neve falsa utilizada nessa cena era composta por amianto, uma substância conhecida por seus efeitos cancerígenos. Os atores, sem saber, estavam expostos a esse material tóxico, enquanto encenavam momentos festivos no filme.

Essas histórias sobre os bastidores sombrios de O Mágico de Oz mostram que a produção do clássico cinematográfico não foi apenas uma jornada mágica, mas também um testemunho das dificuldades e sacrifícios enfrentados por seus artistas. A realidade frequentemente escondida sob o brilho do cinema clássico revela uma verdade perturbadora sobre os custos da fama e da criação artística.

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