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Aumento das taxas dos DIs em meio à realização de lucros no Brasil

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Mercado reage a dados econômicos e à necessidade de ajustes nas taxas

Aumento das taxas dos DIs em meio à realização de lucros no Brasil
Aumento das taxas dos DIs no Brasil

Taxas dos DIs registram alta em dia de realização de lucros e reações a dados econômicos.

Taxas dos DIs sobem em dia de realização de lucros

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a segunda-feira em alta, refletindo a realização de lucros por investidores e a falta de gatilhos fortes para as negociações. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 subiu para 12,95%, um aumento de 8 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,873%. A taxa para janeiro de 2035 também apresentou alta, marcando 13,5%, com uma elevação de 6 pontos-base.

Dados econômicos impactam o mercado financeiro

Na manhã do mesmo dia, o Banco Central divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em setembro, em comparação a agosto, um resultado pior do que o esperado pelos economistas, que previam uma contração de apenas 0,10%. Essa queda representa um sinal de desaceleração econômica, com o IBC-Br apresentando uma redução de 0,9% no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores. Em comparação com setembro de 2024, o indicador teve uma alta de 2,0%.

Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, comentou sobre essa queda, alertando que o PIB do terceiro trimestre pode ficar próximo de zero. Ele indicou que a economia brasileira está desacelerando e que isso deve impactar as expectativas futuras sobre a política monetária.

Expectativas do Banco Central e do mercado

O Banco Central, em seus últimos pronunciamentos, reconheceu a desaceleração da economia e seu impacto sobre a inflação, que é um pré-requisito para possíveis cortes na taxa Selic. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, expressou, em evento recente, que a economia está crescendo a taxas menores, e que a política monetária está tendo efeito, mas de forma gradual.

Apesar da queda do IBC-Br, a curva de juros não reagiu significativamente, mantendo-se estável ao longo do dia. Profissionais de mercado indicaram que o dia foi mais negativo para os ativos brasileiros, com os investidores realizando lucros recentes em DIs, câmbio e bolsa.

Projeções de inflação e taxa Selic

O boletim Focus, divulgado na manhã do dia, trouxe a projeção dos economistas para o IPCA, que passou de 4,55% para 4,46% em 2025, dentro da margem da meta de inflação do Banco Central. A Selic continua projetada em 15% para o final deste ano.

No cenário externo, as expectativas estão voltadas para a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, que ocorrerá após a paralisação do governo. Os investidores aguardam ansiosamente o relatório de emprego que será publicado na quinta-feira, além da ata da última reunião do Federal Reserve.

Com a probabilidade de manutenção da taxa de juros nos EUA na faixa de 3,75% a 4,00% em dezembro em 59,1%, os mercados estão em alerta para qualquer sinal que possa impactar as decisões futuras sobre a política monetária norte-americana.

Considerações finais

Em suma, o aumento das taxas dos DIs no Brasil reflete um cenário de realização de lucros e dados econômicos que geram incertezas no mercado. A expectativa de desaceleração econômica e as decisões do Banco Central trarão impactos significativos para o futuro próximo.

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