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Aumento nas taxas de DIs reflete alta dos Treasuries e comentários de Galípolo

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Mercado reage a declarações do presidente do Banco Central e movimentações no exterior

Aumento nas taxas de DIs reflete alta dos Treasuries e comentários de Galípolo
Movimentações do mercado financeiro em destaque.

Taxas de DIs sobem em meio a alta dos Treasuries e comentários do presidente do Banco Central.

As taxas de DIs subiram nesta segunda-feira, 2 de outubro, refletindo o aumento dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, trouxe novas considerações sobre a taxa Selic, que impactaram diretamente o mercado financeiro.

Movimentações nas taxas dos DIs

No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 12,84%, com um aumento de 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,803%. Já a taxa para janeiro de 2035 marcou 13,170%, uma leve queda em comparação a 13,179% do dia anterior. O cenário foi influenciado por uma forte pressão nos rendimentos dos títulos norte-americanos, que cederam em função da sinalização do Banco do Japão sobre possíveis aumentos nas taxas de juros.

Comentários de Galípolo sobre a política monetária

Durante um evento da XP Investimentos em são paulo, Galípolo comentou que a comunicação do Banco Central sobre a política monetária deve ser entendida em um contexto mais amplo. Ele reiterou que o uso do termo “bastante” em suas comunicações indica um compromisso com uma Selic restritiva por um período prolongado. “O ‘bastante’ não zera a cada reunião”, afirmou, enfatizando a continuidade dessa estratégia. Essa mensagem foi bem recebida pelos operadores do mercado, que já precificavam uma alta probabilidade de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião.

Expectativas do mercado e projeções de inflação

Além disso, o Banco Central divulgou no boletim Focus que as projeções de inflação para 2025 e 2026 foram levemente reduzidas, passando de 4,45% para 4,43% e de 4,18% para 4,17%, respectivamente. Embora essas taxas ainda estejam acima da meta de 3%, elas permanecem dentro do intervalo de tolerância de até 4,5%. As atuais expectativas para a taxa Selic seguem em 15% ao fim deste ano e 12% em 2026.

Tendências no exterior

No exterior, os rendimentos do Treasury de dez anos, que servem como referência global para decisões de investimento, subiram 8 pontos-base, atingindo 4,094%. Essa tendência nos Estados Unidos teve reflexos diretos no mercado brasileiro, onde a curva de juros continuou a ser influenciada pela movimentação dos Treasuries.

Conclusão

Em suma, o aumento das taxas de DIs e os comentários de Galípolo reforçam a ideia de um cenário de juros elevados por um período prolongado. O mercado continua atento às movimentações internacionais e às declarações do Banco Central, que orientam as expectativas sobre a política monetária e a inflação no Brasil.

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