Avaliação do ex-ministro é fundamental para a concessão de prisão domiciliar

General Augusto Heleno passa por avaliação médica que pode decidir sobre prisão domiciliar.
Augusto Heleno realiza perícia médica nesta sexta-feira
Nesta sexta-feira, 12 de setembro, o ex-ministro do GSI, general Augusto Heleno, passará por uma perícia médica às 9h no Comando Militar do Planalto, onde está preso. A avaliação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é fundamental para a decisão sobre a concessão de prisão domiciliar ao militar. A perícia é conduzida pela polícia federal e visa verificar as condições de saúde de Heleno, que foi diagnosticado com Alzheimer.
Os resultados deste exame serão utilizados para embasar a decisão judicial sobre se o general poderá cumprir sua pena em casa. Heleno, que enfrenta uma condenação de 21 anos de prisão devido a sua participação em uma tentativa de golpe de Estado, está encarcerado no Comando Militar do Planalto desde o final de novembro do ano passado.
Inspeção das condições de prisão
durante a perícia, a Polícia Federal não apenas avaliará a saúde do general, mas também realizará uma inspeção no local onde ele está detido. O objetivo é verificar se a unidade prisional possui a estrutura adequada para atender às necessidades de saúde de Heleno. Um responsável do Comando Militar do Planalto deve acompanhar a vistoria, esclarecendo as condições do local e como seria prestada assistência ao general.
Após a inspeção, os policiais se reunirão com a esposa de Heleno para discutir o nível de dependência dele em atividades diárias, um aspecto que pode influenciar na decisão sobre sua prisão.
Laudos médicos e defesa
Conforme relatado, peritos da Polícia Federal têm analisado os laudos médicos do general desde a semana passada. Especialistas do Instituto Nacional de Criminalística estão revisando exames, prontuários e documentos relevantes para confirmar ou descartar o diagnóstico de Alzheimer.
A defesa do general solicitou a transferência para a prisão domiciliar logo após sua condenação, alegando uma piora no estado de saúde do ex-ministro. Os advogados sustentam que, aos 78 anos, Heleno enfrenta comorbidades graves e recebeu o diagnóstico de Alzheimer em janeiro. Além disso, o histórico de depressão e transtornos de ansiedade também foi mencionado na petição, que argumenta que a permanência no regime fechado representa risco à saúde e à vida do general.