Assessor de Putin critica ação dos EUA na Venezuela, ligando-a a interesses petrolíferos

Kirill Dmitriev, assessor de política externa do presidente russo Vladimir Putin, criticou a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro. Dmitriev insinuou que a ação americana estaria ligada às vastas reservas de petróleo do país sul-americano.
Venezuela e o Petróleo: Uma Relação Estratégica
Dmitriev ressaltou que a Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 20% do total global, um volume sete vezes superior ao das reservas americanas. Ele também mencionou que as sanções impostas pelos EUA limitaram a produção venezuelana a aproximadamente 700 mil barris por dia, contrastando com sua capacidade potencial de 3 milhões de barris diários.
O assessor russo argumentou que a combinação da capacidade produtiva da Venezuela e dos Estados Unidos poderia representar quase 20% da oferta mundial de petróleo, superando a Arábia Saudita, que responde por 10%. Essa concentração de produção, segundo ele, conferiria uma “enorme influência” sobre o mercado global.
Críticas aos Líderes Europeus
Dmitriev também usou a rede social X para expressar sua opinião sobre a reação de líderes europeus à ação americana. Ele questionou os “valores europeus e britânicos” de Ursula von der Leyen (presidente da Comissão Europeia), Kaja Kallas (chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia), Friedrich Merz (político alemão) e Keir Starmer (líder do Partido Trabalhista do Reino Unido).
Ele comparou a expectativa de uma reação firme por parte desses líderes à peça “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, onde o personagem principal nunca aparece, sugerindo que eles não se manifestariam de forma contundente.
Contexto
As declarações do assessor de Putin evidenciam a crescente tensão geopolítica em torno da Venezuela, especialmente em relação ao controle de seus recursos naturais, e podem influenciar as relações diplomáticas entre Rússia, Estados Unidos e União Europeia.