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Apoio à rigidez nas penas: 73% defendem tratar facções como terroristas

Pesquisa revela a crescente demanda por medidas mais severas no combate ao crime organizado

Apoio à rigidez nas penas: 73% defendem tratar facções como terroristas
A operação policial no Rio reacendeu o debate sobre segurança. Foto: Aline Massuca

Pesquisa mostra que 73% dos brasileiros apoiam classificar facções criminosas como terroristas em meio a debates sobre segurança pública.

Maioria da população exige penas mais severas para crimes organizados

em meio ao debate sobre o PL Antifacção e a recente megaoperação policial no Rio de Janeiro, a pesquisa Genial/Quaest destaca que a maioria da população brasileira apoia medidas mais rigorosas na segurança pública. De acordo com o levantamento, 88% dos entrevistados defendem um aumento nas penas para crimes relacionados a facções criminosas, enquanto 73% acreditam que essas organizações devem ser classificadas como terroristas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de novembro e entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, os resultados refletem um forte desejo por mudanças na legislação. “A sociedade está pedindo por um endurecimento das leis como resposta ao aumento da violência”, comentou um dos pesquisadores da Quaest.

O impacto da megaoperação no debate político

A megaoperação no Rio, que resultou na morte de 121 pessoas, se tornou um ponto crucial na discussão sobre segurança pública. Governadores de diferentes estados, como Cláudio Castro e Tarcísio de Freitas, criaram o “Consórcio da Paz” para coordenar ações de segurança. Entretanto, essa iniciativa divide opiniões: 47% dos entrevistados veem como uma ação política, enquanto 46% acreditam que pode realmente ajudar a reduzir a violência.

Além disso, o PL Antifacção, enviado à Câmara em 31 de outubro, busca endurecer a legislação contra o crime organizado. O deputado Guilherme Derrite, relator do projeto, já foi criticado por sua proposta de equiparar as condutas de facções criminosas às de grupos terroristas. Contudo, ele apresentou uma nova versão do texto que mantém o protagonismo da Polícia Federal no combate ao crime organizado, mas não equipara diretamente os crimes de facções aos de grupos terroristas.

Divisão de opiniões sobre a legislação de segurança

Os dados da pesquisa mostram que a população está dividida a respeito de permitir que cada estado tenha sua própria legislação sobre segurança: 46% são a favor, enquanto 48% são contra. Além disso, 70% dos brasileiros rejeitam a facilitação do acesso a armas de fogo, indicando um forte desejo por políticas de segurança mais controladas e eficazes.

A pesquisa também revelou que 65% dos participantes apoiam a retirada do direito de visita íntima para presos ligados a facções. Isso demonstra uma clara tendência de apoio a medidas que visam não só a punição, mas também a prevenção e redução da violência no país.

O que a população considera eficaz no combate à violência

Quando perguntados sobre quais medidas seriam mais eficazes para reduzir a violência, 46% dos entrevistados mencionaram o endurecimento das leis, enquanto 27% destacaram a importância de ações voltadas para prevenção, como educação e políticas sociais. A violência é percebida como o principal problema do Brasil por 38% da população, o que explica a urgência em buscar soluções imediatas e efetivas.

Em resumo, a pesquisa Genial/Quaest reflete um clamor popular por mudanças significativas na legislação de segurança pública, com uma maioria expressiva defendendo penas mais severas e a classificação de facções como terroristas. O debate está longe de ser encerrado, e a resposta das autoridades será crucial para moldar o futuro da segurança no Brasil.

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