Pesquisar

Anvisa proíbe venda de creatina irregular e suspende lotes no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (25) a apreensão do suplemento alimentar Artro100 e a suspensão da venda de lotes de creatina em gomas da Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, punem o Artro100 por origem e composição indeterminadas, além de alegações terapêuticas indevidas; já os lotes de creatina foram suspensos por teor inadequado do composto e falhas de rotulagem.

A resolução que afeta o Artro100 é a RE n° 2.508, datada de 24 de junho de 2026. Ela proíbe de forma integral a fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e uso do produto em todo o território nacional. A decisão sublinha a gravidade da falta de identificação da empresa responsável pela produção.

Anvisa determina apreensão de Artro100 por risco indeterminado

O caso do Artro100 representa um risco direto à saúde pública. Com origem e composição desconhecidas, a Anvisa não pode garantir a segurança do que está sendo consumido. Isso abre precedente para a presença de substâncias proibidas, contaminantes ou doses inadequadas de componentes ativos.

A venda online e em estabelecimentos não regulados facilita a proliferação de produtos desse tipo. Consumidores são expostos a perigos sem qualquer controle sanitário.

Alegações como “combater inflamações”, “fortalecer articulações”, “aliviar desconfortos” e “melhorar a mobilidade” são impróprias para um suplemento alimentar. Tais frases atribuem características terapêuticas a um produto que, legalmente, não pode ser classificado como medicamento.

Essa prática engana o consumidor. Ela pode levá-lo a abandonar tratamentos médicos comprovados em favor de uma solução sem eficácia atestada, comprometendo a saúde a longo prazo e atrasando diagnósticos importantes.

Creatina em gomas da Idn Labs: Recolhimento voluntário expõe falhas

Outra medida da agência, a Resolução RE n° 2.509, também de 24 de junho de 2026, suspendeu a comercialização e o uso dos lotes 0061.02.2026, 0367.11.2025 e 0012.01.2026 do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis, sabor uva verde, da empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda.

A própria Idn Labs comunicou à Anvisa a necessidade do recolhimento. A empresa identificou que o teor de creatina presente nos lotes estava fora dos limites estabelecidos pela legislação sanitária.

Um teor de creatina fora dos padrões pode significar menos ingrediente ativo do que o prometido, configurando fraude ao consumidor, ou uma dose acima do recomendado, potencialmente gerando efeitos adversos. A creatina é um dos suplementos mais populares, consumido por atletas e praticantes de atividades físicas, o que amplifica o impacto da irregularidade.

A Anvisa também apontou irregularidades na rotulagem. Produtos apresentavam uso de alegações não autorizadas, divergências quanto ao fabricante e outras inconformidades que comprometem a segurança e a rastreabilidade do suplemento.

Mesmo com o recolhimento voluntário demonstrando proatividade da empresa, o episódio acende um alerta sobre os controles de qualidade internos. A falha afeta a confiança do consumidor em uma marca estabelecida no mercado.

Impacto no consumidor e no mercado de suplementos

As ações da Anvisa reforçam o compromisso com a proteção do consumidor brasileiro. Produtos sem procedência ou com informações nutricionais e terapêuticas adulteradas representam um risco real para a saúde.

O mercado de suplementos alimentares no Brasil é vasto e movimenta bilhões. A popularização de plataformas de venda online, por exemplo, trouxe mais acesso, mas também abriu espaço para a comercialização de produtos irregulares, dificultando a fiscalização.

Consumidores devem buscar sempre produtos com registro na Anvisa e verificar a integridade da embalagem e do rótulo. A consulta a profissionais de saúde antes do uso de qualquer suplemento é um passo preventivo.

Empresas do setor, por sua vez, precisam intensificar os controles de qualidade e garantir a conformidade regulatória. A imagem de um produto ou de uma marca pode ser rapidamente comprometida por falhas sanitárias.

Contexto

A fiscalização de suplementos alimentares pela Anvisa é uma atividade contínua e essencial para a saúde pública no Brasil. A agência monitora a composição, a rotulagem e as alegações de marketing desses produtos, diferenciando-os de medicamentos e garantindo que cumpram sua função de complementar a dieta, e não de curar doenças. Casos de produtos irregulares ou adulterados são frequentes e demandam pronta intervenção para evitar danos à população, impondo multas e proibições que visam coibir práticas desleais e perigosas no mercado.

Leia mais

Destaques

plugins premium WordPress