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Folha Jundiaiense

Anfitriões da Copa 2026 seguem fortes na disputa por títulos

Três países, uma Copa. Pela primeira vez na história, os três anfitriões de um Mundial de futebol avançam às oitavas de final. Estados Unidos, México e Canadá desafiaram prognósticos e seguem vivos na Copa do Mundo de 2026, impulsionados pela força da torcida e um desempenho sólido nos jogos iniciais. Os resultados até aqui reforçam o impacto do ambiente doméstico para seleções que não figuravam entre as favoritas.

Tradicionalmente, a condição de país-sede garante um empurrão extra. Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França levantaram a taça jogando em casa. Para os anfitriões de 2026, embora o favoritismo ao título não se confirme, a campanha já superou expectativas, mantendo o sonho vivo de ir longe no torneio.

México: campanha impecável e desafio inglês

O México, sob o comando do técnico Javier Aguirre, ostenta uma campanha impecável até aqui. Quatro jogos e quatro vitórias, com oito gols marcados e nenhum sofrido. A solidez defensiva é um cartão de visitas.

A performance em campo eclipsou os protestos sociais programados para o período na capital. A atmosfera festiva tomou conta das ruas da Cidade do México. Julian Quiñones, atacante naturalizado colombiano, desponta como artilheiro da equipe, com três gols.

Mexicanos participam pela 18ª vez da Copa do Mundo. Nunca superaram as quartas de final. Em 1970, como anfitriões, caíram para a Itália após uma goleada de 4 a 1. Em 1986, também em casa, a Alemanha os eliminou nos pênaltis. O próximo desafio é contra a Inglaterra, domingo (5), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Azteca.

O confronto reedita 1966, quando a Inglaterra venceu por 2 a 0 em Wembley, fazendo valer o mando de campo.

Estados Unidos: “soccer” em alta e revanche contra a Bélgica

Nos Estados Unidos, o “soccer” ganha adeptos a cada jogo. A seleção, liderada pelo técnico argentino Maurício Pochettino, registrou três vitórias e uma derrota em quatro partidas. O trio de ataque com Pulisic, Balogun — artilheiro com três gols — e o lateral Sergiño Dest dita o ritmo da equipe.

A performance cativa um público antes cético, que agora se empolga com o rendimento da equipe.

É a 12ª participação norte-americana em Copas. Em 1994, sediaram o Mundial e pararam nas oitavas, eliminados pelo Brasil, que seria campeão. Oitavas de final costumam ser o limite para a seleção.

Desta vez, contra a Bélgica, a expectativa é usar o fator casa em Seattle, na próxima segunda-feira (6), às 21h. O histórico contra a Bélgica em Mundiais é misto: vitória por 3 a 0 em 1930 e derrota por 2 a 1 nas oitavas de 2014, em Salvador. A Bélgica ainda aposta em veteranos como Courtois (34), De Bruyne (35) e Lukaku (33), enquanto os EUA renovaram seu elenco, apresentando um time mais vigoroso.

Canadá: superação e primeiro mata-mata

No Canadá, onde o hóquei no gelo domina as paixões esportivas, o futebol também encontrou seu espaço. Estádios de Toronto e Vancouver encheram para as atuações da seleção do técnico norte-americano Jesse Marsch.

Os canadenses surpreenderam com duas vitórias, um empate e uma derrota. Zagueiros como Bombito e Cornelius dão segurança, enquanto Jonathan David, com três gols, e Promise David lideram o ataque.

Esta é apenas a terceira Copa do Canadá. Antes, o país jamais havia vencido um jogo em Mundiais. A classificação representa um salto histórico para o futebol local. Por terminar em segundo no Grupo B, o Canadá perdeu o direito de jogar em seu território nas fases eliminatórias.

O próximo adversário é Marrocos, sábado (4), às 14h, em Houston (Estados Unidos). Em 2022, no Qatar, Marrocos venceu o Canadá por 2 a 1, mas ambas as equipes reformularam seus elencos desde então.

Impacto e Legado na Região

O sucesso dos três anfitriões nas primeiras fases da Copa do Mundo de 2026 transcende o campo. Nos Estados Unidos, o avanço da seleção pode consolidar o “soccer” como esporte de massa, impulsionando ligas locais e a formação de novos atletas. O envolvimento da torcida, que historicamente via o futebol com ressalvas, agora atinge patamares inéditos, abrindo portas para novos investimentos e patrocínios. No Canadá, que pela primeira vez celebra vitórias em Mundiais, o futebol ganha tração em um cenário dominado pelo hóquei. Para o México, um país com paixão futebolística já estabelecida, a campanha reforça o orgulho nacional e a confiança em um esporte que é parte intrínseca de sua cultura. A performance coletiva dos anfitriões cria um enredo único para o torneio, mantendo o interesse do público e a expectativa para as fases decisivas.

Próximos Confrontos

  • Sábado (4 de julho): Canadá x Marrocos – Houston (Estados Unidos) – 14h (horário de Brasília)
  • Domingo (5 de julho): México x Inglaterra – Estádio Azteca (México) – 21h (horário de Brasília)
  • Segunda-feira (6 de julho): Estados Unidos x Bélgica – Seattle (Estados Unidos) – 21h (horário de Brasília)

Contexto

A Copa do Mundo de 2026 marca a primeira edição do torneio a ser sediada por três países de forma conjunta: Estados Unidos, México e Canadá. Essa expansão geográfica acompanha o aumento do número de seleções participantes, que passou de 32 para 48. Historicamente, países-sede frequentemente se destacam, com seis deles conquistando o título em casa. A classificação simultânea dos três anfitriões às oitavas de final sublinha a força do apoio local e a preparação estratégica para a competição, mesmo sem serem apontados como favoritos ao troféu.

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