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Andrei Rodrigues: apoio da PF condicionado à clareza entre terrorismo e crime organizado

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Diretor-geral da polícia federal ressalta a importância de distinguir entre os dois conceitos para garantir eficácia nas ações

Andrei Rodrigues: apoio da PF condicionado à clareza entre terrorismo e crime organizado
Andrei Rodrigues, diretor-geral da polícia federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Andrei Rodrigues, diretor da PF, destaca que apoio ao PL Antiterrorismo depende da clara distinção entre terrorismo e crime organizado.

Apoio da PF ao projeto de lei Antiterrorismo

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que a posição da PF em relação ao projeto de lei Antiterrorismo é clara: não se deve confundir terrorismo com crime organizado. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, Rodrigues destacou que o enfrentamento ao terrorismo é uma atribuição exclusiva da PF. “A proposta terá o apoio da Polícia Federal, terá as nossas contribuições”, disse, enfatizando a importância de tratar o tema dentro do campo legislativo adequado.

A importância da diferenciação entre terrorismo e crime organizado

Rodrigues ressaltou que a mistura legislativa entre terrorismo e crime organizado poderia trazer prejuízos para as investigações. Ele argumentou que as finalidades e os mecanismos de articulação de cada um são distintos, e que uma eventual confusão poderia comprometer a eficácia das operações policiais. “O que nós não podemos é confundir uma coisa com a outra, são fins diferentes, são propósitos diferentes”, afirmou Rodrigues.

Desafios do crime organizado no Brasil

Questionado sobre a Megaoperação contenção, realizada em outubro nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, Rodrigues destacou a necessidade de identificar lideranças do crime organizado e realizar ações efetivas, em vez de apenas “enxugar gelo”. Ele afirmou que é fundamental ter coordenação e comunicação entre as forças de segurança para enfrentar os desafios impostos pelo crime organizado, que continua a avançar no país.

Necessidades da Polícia Federal

Rodrigues mencionou que o efetivo atual da PF é de pouco menos de 13 mil policiais e 2 mil servidores administrativos. Ele pediu uma ampliação do efetivo, argumentando que a PF realiza uma gama de atividades que vão além da polícia judiciária e investigações. “Nós precisamos pensar em outras ferramentas, precisamos pensar em tecnologias”, disse, enfatizando a importância de investimentos que aumentem a capacidade operacional da PF.

A visão para o futuro da PF

O diretor-geral defendeu a necessidade de aumentar o número de indiciamentos e melhorar a qualidade das operações policiais, incluindo a promoção da descapitalização do crime organizado. Rodrigues também afirmou que a atividade de inteligência e investigação deve ser complementada por ações mais contundentes, que impliquem na retomada de territórios dominados por organizações criminosas. Ao final, ele reiterou a importância do apoio institucional para que a PF possa cumprir suas atribuições de forma eficaz.

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