Ministro do STF André Mendonça Destinará Lucros de Empresa para Dízimo e Ações Sociais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, anunciou que destinará os lucros de sua empresa ao dízimo e a obras sociais. A declaração foi feita durante um culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, na última segunda-feira (8), e posteriormente divulgada em redes sociais.
Detalhes da Decisão e Destinação dos Recursos
Mendonça é um dos fundadores do Instituto Iter, uma instituição que oferece cursos na área jurídica. Segundo o ministro, 10% dos lucros da empresa serão destinados ao dízimo da igreja, enquanto os 90% restantes serão investidos em ações sociais e projetos de educação. O Instituto Iter comercializa cursos ministrados pelo próprio ministro.
Pronunciamento Sobre a Decisão e Possíveis Críticas
Em um vídeo publicado na terça-feira (11), Mendonça explicou que a decisão foi tomada em conjunto com sua família. “Eu, com a minha esposa, e sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier possivelmente a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restante será investido em obras sociais e educação”, declarou.
O ministro também mencionou ter sido alertado sobre possíveis críticas, mas afirmou não se sentir intimidado. “Eu sei, eu não estarei isento de críticas. Aliás, eu disse ao reverendo Arival quando me convidou, eu me preocupo porque como uma figura pública, toda hora vai ter alguém me criticando. Eu não tenho medo das críticas”, disse.
Trajetória no STF e Confiança na Decisão
Durante a pregação, Mendonça também relembrou sua trajetória até o Supremo Tribunal Federal. “Aliás, um dia me perguntaram se eu teria coragem de ir pro Supremo. E eu disse: ‘Eu não tenho medo nem da morte, quanto mais de ocupar uma posição que Deus me prepare ou venha me preparar’. O único temor e medo que eu tenho é de não andar nos caminhos do Senhor”, afirmou.
O Instituto Iter, que atua no setor de ensino jurídico, já firmou contratos com o poder público. Em 2025, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em pouco mais de um ano através de contratos públicos.
Contexto
A decisão de um ministro do STF de destinar lucros de sua empresa para fins religiosos e sociais gera debates sobre transparência, ética e a separação entre o público e o privado. A repercussão da notícia destaca o interesse público em como figuras de alta relevância no judiciário gerenciam seus recursos e potenciais conflitos de interesse.