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Allison Mack fala sobre sua vida após a prisão

Guarda Municipal de Jundiaí

Atriz de 'Smallville' compartilha experiências pós-NXIVM em podcast

Allison Mack fala sobre sua vida após a prisão
Allison Mack durante a entrevista. Foto: Warner Bros

Allison Mack revela experiências dolorosas após sua prisão e envolvimento com o NXIVM.

Allison Mack e sua jornada após a prisão

Allison Mack, famosa por interpretar Chloe Sullivan na série “Smallville”, abriu-se sobre sua vida após a prisão em 2018, durante um podcast com seu ex-colega de elenco Michael Rosenbaum. A atriz compartilhou detalhes sobre seu envolvimento com o culto NXIVM e os anos de reconstrução pessoal que se seguiram após deixar a organização.

Reflexões sobre o culto NXIVM

Na conversa, Mack descreveu sua experiência no NXIVM como um “típico caso de grooming”, onde a manipulação e a pressão psicológica foram progressivas. A atriz contou que as coisas só começaram a se tornar disfuncionais e ilegais após cerca de oito anos de envolvimento. “É uma comunidade insidiosa onde todos permanecem conectados, reforçando as crenças uns dos outros”, explicou.

A prisão e suas consequências

Após sua prisão, Mack foi condenada a três anos de prisão domiciliar, um período que descreveu como “caminhar pelos portões do inferno”. Ela relatou os desafios emocionais que enfrentou, incluindo a perda de quase todo o seu círculo social. “Noventa por cento das pessoas da minha vida pararam de falar comigo”, disse. Apenas sua mãe, irmã e alguns amigos permaneceram ao seu lado durante esse difícil processo.

Momentos de desespero

A atriz também compartilhou momentos críticos de ideação suicida, tanto enquanto se escondia no México quanto durante sua prisão domiciliar. “Eu pensava: ‘Eu poderia pular e tudo isso acabaria’. Mas então eu não saberia o que acontece depois… e eu quero saber o que acontece depois”, revelou. Em outro momento, refletiu sobre seu desejo de não machucar sua mãe, o que a impediu de tomar uma decisão drástica.

A carta de Keith Raniere

Embora proibida de se comunicar com membros do NXIVM, Mack recebeu uma carta de Keith Raniere, que não leu. “Ainda não estou num lugar onde o perdoei, porque não compreendi totalmente o que ele fez. É algo em que ainda estou trabalhando”, declarou. Essa dualidade de ser ao mesmo tempo vítima e participante é algo que ela continua a explorar. “É complicado ser ao mesmo tempo vítima e perpetradora”, afirmou, referindo-se a Raniere como um “homem maligno” que merece estar longe.

Impactos na saúde

Durante seu tempo no culto, Mack passou por um regime extremo de dieta e exercícios, acreditando que isso era necessário. “Eu vivia com 500 calorias por dia e corria de 8 a 10 km todas as manhãs porque era isso que Keith queria. Eu estava muito doente”, contou. Essa pressão exacerbada teve um impacto significativo em sua saúde mental e física.

Agradecimento ao apoio

Ao final da entrevista, visivelmente emocionada, Mack agradeceu a Rosenbaum pelo apoio, expressando que sua gentileza significou muito em um momento tão delicado. “Você foi uma das primeiras pessoas da minha antiga vida que me procurou”, disse, enfatizando a importância desse acolhimento em sua jornada de recuperação.

Mack continua a trabalhar em sua recuperação e reflexão sobre as experiências que viveu, com a esperança de que sua história possa ajudar outros que enfrentam situações semelhantes.

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