Decisão foi tomada em votação aberta com 42 votos a favor e 21 contra

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou a soltura do deputado Rodrigo Bacellar, suspeito de vazar informações sigilosas.
Aprovada a soltura de Rodrigo Bacellar pela Alerj
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a soltura do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) na tarde desta segunda-feira (8). A decisão, que ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal, foi aprovada com 42 votos favoráveis, 21 contra e 2 abstenções, em uma votação aberta que chamou a atenção de diversos setores da sociedade.
Rodrigo Bacellar, que ocupa a presidência da Alerj, foi detido no dia 3 de setembro, suspeito de ter avisado o deputado TH Joias sobre a operação da PF que resultou na sua prisão. Bacellar é acusado de ter vazado informações sigilosas que comprometeram a ação policial. Segundo as investigações, ele teria feito uma ligação para TH Joias no dia anterior à Operação Zargun, orientando o colega a destruir provas que poderiam incriminá-lo.
Processo na Alerj e encaminhamento ao STF
A proposta para revogar a prisão de Bacellar foi aprovada inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj e, posteriormente, pautada para votação em plenário no mesmo dia. Com a decisão da Assembleia, a documentação será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que avaliará a liberação do deputado e a necessidade de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas, foi quem expediu a ordem de prisão contra Bacellar. Ele fundamentou a decisão com base em argumentos da PF, que indicaram que o deputado teria orientado o investigado na remoção de objetos de sua residência, sugerindo um envolvimento direto em ações para encobrir a investigação.
Implicações políticas e sociais
A soltura de Rodrigo Bacellar levanta questões sobre a accountability no sistema político, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições governamentais está em xeque. A Alerj, ao aprovar a soltura, pode ter um impacto significativo na percepção pública sobre a justiça e a ética na política.
Enquanto o STF revisa os próximos passos, a atenção da mídia e da sociedade civil continua voltada para o desdobramento desse caso, que envolve não apenas questões legais, mas também a integridade das instituições políticas no Brasil. A situação de Bacellar é um exemplo emblemático dos desafios enfrentados pelos legisladores em meio a investigações em curso.
Com informações do Estadão Conteúdo.