
O presidente do Partido Liberal (PL) em Jundiaí, Adilson Rosa, se manifestou ao ser procurado por este jornal para comentar a desistência da vereadora Quézia de Lucca de disputar uma vaga como deputada estadual. Em tom sereno e institucional, o dirigente afirmou que sempre foi um entusiasta da trajetória política da parlamentar e ressaltou que acompanhou de perto o início de sua carreira pública.
De acordo com Adilson Rosa, a caminhada política de Quézia teve início no programa de mentoria de pré-candidatos, iniciativa ministrada por ele próprio e voltada à formação e orientação de novos quadros políticos dentro da legenda. “Sempre acreditei no potencial da vereadora, desde os primeiros passos de sua atuação política”, destacou.
O presidente do Partido Liberal em Jundiaí afirmou ainda que tomou conhecimento da desistência da candidatura por meio das redes sociais, assim como a população em geral. Segundo ele, a decisão deve ser analisada sob uma perspectiva humana, considerando o momento pessoal vivido pela vereadora, especialmente em relação aos cuidados dedicados aos pais. “É uma situação que exige sensibilidade e compreensão”, afirmou.
Adilson Rosa reforçou que disputar um cargo eletivo é um direito assegurado ao filiado, e não uma obrigação imposta pelo partido. “Ser candidata a deputada estadual é um direito da vereadora Quézia, jamais uma imposição. Cada pessoa sabe o momento certo de dar ou não um passo maior na vida pública”, pontuou.
Sobre questionamentos envolvendo fidelidade partidária, o dirigente esclareceu que a matéria não é de competência das executivas municipais. Conforme explicou o presidente do PL em Jundiaí, a resolução da Direção Estadual do Partido Liberal estabelece que o recebimento de denúncias, a análise dos fatos e a eventual aplicação de penalidades por falta de fidelidade partidária de detentores de mandato eletivo cabem exclusivamente à Executiva Estadual do partido.
“O diretório municipal não tem atribuição para conduzir esse tipo de procedimento. Qualquer análise ou deliberação ocorre na instância estadual”, esclareceu.
A manifestação de Adilson Rosa busca trazer clareza institucional ao tema, reforçando o respeito do Partido Liberal às decisões pessoais de seus filiados e às normas internas que regem a atuação partidária.