Após a reversão da falência, OIBR3 e OIBR4 apresentam fortes altas no pregão

As ações da Oi voltaram a ser negociadas e tiveram forte alta após a suspensão da falência da companhia.
Ações da Oi retornam à B3 após reviravolta judicial
As ações da Oi (OIBR3 e OIBR4) voltaram a ser negociadas na B3 na tarde desta sexta-feira (14), depois da suspensão do decreto de falência da companhia, que ocorreu na última segunda-feira (10). A decisão judicial trouxe um alívio para os investidores, que demonstraram nervosismo após a decretação da falência.
Desde segunda-feira, às 14h58 (horário de Brasília), os papéis da empresa não estavam disponíveis para negociação. Na última vez em que foram negociados, as ações OIBR3 estavam a R$ 0,18, enquanto as OIBR4 valiam R$ 2,43. Com a reabertura nesta sexta, as ações OIBR3 fecharam em alta de 11,11%, a R$ 0,20, e OIBR4 teve um crescimento ainda mais expressivo, alcançando uma valorização de 24,28%, a R$ 3,02.
Volatilidade na reabertura do pregão
Na abertura das negociações, às 14h23, os papéis OIBR3 chegaram a descer até R$ 0,13, uma queda de 27,78%, antes de serem enviados de volta ao leilão. Os OIBR4, por sua vez, abriram a R$ 2,43 e também passaram por um leilão. Após, as ações começaram a registrar alta considerável, chegando a um pico de 79,01% para OIBR4, que alcançou R$ 4,45 às 15h02. Os movimentos no mercado foram intensos, com OIBR3 oscilando também, mas recuperando-se rapidamente.
Elias Menegale, gerente Jurídico do Escritório Paschoini Advogados, ressaltou a importância da reversão da falência. “A decisão de retornar à recuperação judicial gera um novo ânimo no mercado, permitindo expectativas de valorização das ações e potencial recuperação da empresa,” comentou. A suspensão da falência foi decidida pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em resposta a apelos feitos por bancos como Itaú Unibanco e Bradesco.
A decisão judicial e seus impactos
A desembargadora da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou que a falência da Oi traria prejuízos significativos tanto para os credores quanto para o interesse público, considerando a relevância dos serviços prestados pela empresa. A juíza responsável pela conversão da recuperação em falência havia afirmado que a Oi não mantinha atividade empresarial viável, dependendo de alienações de ativos e empréstimos para sua sobrevivência.
A recente decisão judicial permitiu a continuidade da recuperação da Oi, com a necessidade de seguir o plano de reestruturação aprovado pelos credores. Essa reviravolta na situação da Oi é um exemplo claro da sensibilidade do mercado a notícias de natureza jurídica que impactam diretamente o desempenho financeiro das empresas.
A expectativa é que a Oi, agora fora do cenário de falência, possa reiniciar suas operações e trabalhar para a recuperação de sua imagem e finanças no mercado, trazendo esperança para os investidores que ainda acreditam no potencial de valorização das ações da companhia.