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ACE Jundiaí homenageia a trajetória de 53 anos da Neide Modas

Quando Neide Melite começou a vender roupas para funcionárias da fábrica da Cica, na década de 1970, talvez não imaginasse que sua trajetória como empreendedora se estenderia por mais de cinco décadas. Hoje, aos 53 anos, a Neide Modas representa muito mais do que uma loja de roupas femininas, é uma história construída com muita dedicação e relacionamento com a comunidade da região do Vianelo.

A trajetória da empresa foi celebrada pela Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí. A homenagem foi entregue pelo presidente da ACE, Orlando Fabrício, ao esposo de Neide, Diógenes, e à filha, Daniela Melite, que compartilharam lembranças sobre a origem e a evolução do negócio.

Segundo a família, Neide iniciou sua atividade comercial em 1973, ainda com o nome de Loja São Sebastião, escolhido em homenagem ao santo de sua devoção. “Empresas como a Neide Modas fazem parte da história de Jundiaí. São trajetórias que mostram a importância do comércio local”, afirmou Orlando.

O início

Neide começou a trabalhar aos 14 anos, na Cica. Deixou a fábrica quando se casou com Diógenes, mas queria continuar exercendo uma atividade profissional. Por isso, formou-se cabeleireira e passou a atender clientes em um salão montado próximo ao Mercadão do Vianelo. Foi nesse espaço que começou a vender roupas entre um corte de cabelo e outro.

Algum tempo depois, Neide adquiriu da irmã a loja instalada no imóvel onde o comércio funciona até hoje. A proximidade com a Cica favoreceu o desenvolvimento do negócio, que passou a atender principalmente as funcionárias da fábrica.

“Quando meu avô construiu esse prédio, a Cica também estava em construção. Ele tinha visão de futuro e, na época, comentou que seria um bom ponto comercial”, lembra Daniela. “De fato, foi. Quando minha mãe montou a loja aqui, vendia para muitas funcionárias da Cica. Naquela época, as lojas fechavam no horário do almoço, mas ela mantinha o atendimento para receber as clientes.”

Desde o início, Neide também demonstrava sensibilidade às necessidades de suas clientes. “Minha mãe era obesa e se preocupava com as roupas das clientes. Foi uma das primeiras a trabalhar com plus size em Jundiaí”, conta Daniela.

Durante alguns anos, Neide conciliou os cuidados com as duas filhas, o atendimento às clientes e a profissão de cabeleireira. “Ela tomava conta da loja e, no quartinho, cortava cabelo. A loja foi crescendo, e ela deixou a profissão de cabeleireira para se dedicar exclusivamente às roupas”, recorda Diógenes.

Em 1988, a comerciante reformou o imóvel e mudou o nome da empresa para Neide Modas. A filha, que ajudava a mãe desde a adolescência, chegou a concluir a graduação em Ciência da Computação, mas o vínculo com o comércio falou mais alto. Aos poucos, Daniela assumiu a administração da loja.

“Devagarzinho, minha mãe foi passando as coisas para mim. Parece que ela previa que iria embora cedo”, relata.

Neide faleceu em 2004, aos 59 anos. Sua história, porém, permanece viva na trajetória da loja e na memória de gerações de clientes. “Até hoje recebo clientes que foram atendidas pela minha mãe”, conta Daniela.

Homenagear a história da Neide Modas integra as ações da ACE Jundiaí de valorização das empresas associadas que contribuem para o desenvolvimento do comércio local.

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