Entidades são acusadas de negligência em denúncias de abuso sexual desde 2017

Duas ginastas processam USA Gymnastics e SafeSport por negligência em denúncias de abuso sexual desde 2017.
Ação judicial de ginastas dos EUA contra órgãos esportivos
Duas ginastas dos Estados Unidos, na última segunda-feira (1/12), processaram a USA Gymnastics e o US Center for SafeSport, alegando que as entidades foram negligentes em relação a denúncias de abuso sexual envolvendo o treinador Sean Gardner. Segundo a ação, as instituições foram alertadas sobre comportamentos abusivos desde 2017, mas não tomaram as devidas providências para proteger as atletas.
Denúncias de abuso e a falta de resposta
A ação judicial relata que os abusos aconteceram principalmente em 2018, quando Gardner trabalhava na Chow’s Gymnastics and Dance Institute, uma academia de renome em Iowa. As autoras do processo, que se apresentam como vítimas do treinador, detalham que já haviam comunicado à USA Gymnastics e ao SafeSport sobre as condutas inadequadas atribuídas a Gardner. Apesar dos alertas, as instituições não iniciaram investigações adequadas.
Consequências da omissão
O processo argumenta que, ao não agir, as entidades permitiram que os abusos continuassem. As ginastas afirmam que as credenciais de Gardner permaneceram válidas e que as autoridades não foram notificadas sobre as denúncias. Essa falta de ação é vista como uma grave falha na proteção dos atletas, que confiaram nas instituições para garantir sua segurança.
Situação atual do treinador
Sean Gardner está sob custódia desde agosto de 2023, após investigações federais revelarem evidências de produção de pornografia infantil. As provas incluem vídeos captados por câmeras escondidas que registraram as ginastas em momentos privados, como troca de roupas e alongamento. O julgamento de Gardner está agendado para janeiro de 2026, e ele se declarou inocente das acusações.
A resposta das entidades esportivas
Até o momento, tanto a USA Gymnastics quanto o US Center for SafeSport não se pronunciaram publicamente sobre as alegações feitas no processo. As ginastas reiteram em sua ação que as entidades falharam em sua responsabilidade de garantir a proteção dos atletas, mesmo diante das denúncias recebidas.
A situação desperta um debate sobre a responsabilidade das organizações esportivas em proteger seus atletas e a necessidade de uma resposta imediata e eficaz diante de denúncias de abuso. A espera por justiça e responsabilidade continua enquanto o caso se desenrola.